Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
EUA

Trump diz que líder do Estado Islâmico Baghdadi morreu em operação militar dos EUA

Baghdadi era há muito procurado pelos EUA por ser chefe de um grupo jihadista que chegou a controlar grandes áreas da Síria e do Iraque, onde declarou haver um califado.



TRUMP_DD1BDE52-0EED-4ACD-A0BB-B3E4AE9A447D.jpg Foto: Reprodução
27/10/2019 às 22:15

O líder foragido do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, morreu “gemendo e chorando” durante uma operação de forças especiais dos Estados Unidos no noroeste da Síria, anunciou o presidente norte-americano, Donald Trump, neste domingo, em um grande revés para o grupo jihadista.

Baghdadi se matou durante a operação ao detonar um colete suicida após fugir para um túnel sem saída, disse Trump em pronunciamento televisionado feito na Casa Branca. A identidade dele foi confirmada por exame de DNA 15 minutos após a morte, acrescentou o presidente.



“Ele era um homem doente e degenerado, e agora ele já era”, afirmou.

Trump disse que “muitos” dos seguidores de Baghdadi também foram mortos e que, ao se explodir, Baghdadi matou também três crianças.

As forças dos EUA não sofreram perdas, disse ele, sendo que um único ferimento foi sofrido por um cão militar. Trump agradeceu a Rússia, Turquia, Síria e Iraque pelo apoio à operação.

Baghdadi era há muito procurado pelos EUA por ser chefe de um grupo jihadista que chegou a controlar grandes áreas da Síria e do Iraque, onde declarou haver um califado.

O Estado Islâmico perpetrou atrocidades contra minorias religiosas e conduziu ataques em cinco continentes em nome de uma versão ultrarradical do islã que aterrorizou os muçulmanos tradicionais.

Nos últimos anos, o grupo perdeu a maior parte de seu território.

Contudo, a maioria dos especialistas em segurança ainda consideram o Estado Islâmico uma ameaça capaz de realizar ataques e operações clandestinas, apesar da destruição da estrutura paraestatal construída por Baghdadi, o que desfalcou o grupo de sua ferramenta de recrutamento e de sua base logística para o treinamento de combatentes e planejamento de ataques em outros países.

“O bandido que tentou tanto intimidar os outros passou seus últimos momentos com medo, pânico e pavor extremos, aterrorizado pelas forças americanas que se aproximavam dele”, disse Trump.

“Ele alcançou o fim do túnel quando nossos cachorros o perseguiam. Ele detonou seu colete, matando a si mesmo e suas três crianças. O corpo dele ficou mutilado pelas explosões. O túnel desabou sobre ele”, acrescentou Trump.

Neste mês, Trump enfrentou duras críticas dos democratas e de seus correligionários republicanos ao anunciar a retirada das tropas norte-americanas do nordeste da Síria, medida que permitiu à Turquia atacar os aliados curdos dos EUA para estabelecer uma “zona segura”.

Trump afirmou que a operação não alteraria sua decisão de retirar as tropas da Síria.

No auge de seu poder, o Estado Islâmico dominou milhões de pessoas num território que ia do norte da Síria e ao longo de cidades e vilas nos vales dos rios Tigre e Eufrates e até os arredores da capital iraquiana Bagdá.

Centenas de civis foram mortos pelo grupo no que a Organização das Nações Unidas (ONU) chamou de campanha genocida contra a minoria Yazidi.

O grupo também provocou a revolta mundial ao decapitar estrangeiros de países como Estados Unidos, Reino Unido e Japão.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.