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Tucumã: até a casca serve

A pesquisa avaliou o desempenho zootécnico e econômico da inclusão de níveis crescentes de Farinha de Resíduos de Tucumã (FRT) como fonte alimentar de aves  10/08/2013 às 16:06
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Com o uso da FRT sem alterar a conversão alimentar e com ganho no aumento da produção de ovos
NÁFERSON CRUZ ---

Figurando entre as principais atividades mais rentáveis no mundo, a avicultura já demonstrou ser uma alternativa importante para a geração de emprego e renda. No Amazonas, onde existe uma variedade de espécies com valor comercial, novas técnicas estão sendo aplicadas na criação e alimentação de aves.

Uma dessas iniciativas que vem sendo testada no aperfeiçoamento e o desenvolvimento de fonte alimentar para as aves é o aproveitamento de resíduos de despolpamento do tucumã na elaboração de ração para aves, que vem sendo conduzido pelo setor de Avicultura do Departamento de Produção Animal e Vegetal (DPAV) da Faculdades de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Os dados da pesquisa que resultaram na Farinha de Resíduos de Tucumã (FRT), começaram a ser desenvolvidos em 2011, pelo aluno de graduação do curso de zootecnia da Ufam, Waldo Mateus Plácido Miller, sob orientação do pesquisador e engenheiro agrônomo e doutor em zootecnia, Frank George Guimarães Cruz. “A pesquisa se deu através de um trabalho de iniciação científica juntamente com observações feitas em feiras e marcados da capital onde era feito o há o descarte das cascas de tucumã”, lembrou o pesquisador.

Segundo Frank, após o despolpamento e, posteriormente, a coleta, o produto é colocado para secar e depois triturado e transformado em ração. “Esse novo produto alimentar para aves é rico em carboidrato e pode ser utilizado como fonte energética em substituição ao milho que é o cereal mais caro na alimentação das aves e outros animais”, explicou.

Na pesquisa que levou três anos foram utilizadas 160 aves poedeiras da linhagem Dekalb White alojadas em 20 gaiolas com 56 semanas de idade, quando iniciou a avaliação dos parâmetros em quatro tipo de tratamento, com nível maior de inclusão da FRT na alimentação que foi de 20%.


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