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"Tudo deve ficar igual", diz Corecon-AM sobre relação comercial com a Venezuela

Durante os 14 anos em que esteve no Poder, Chávez ficou conhecido por nacionalizar empresas estrangeiras e ser contrário ao capitalismo e neoliberalismo americano. 08/03/2013 às 16:08
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Venezuela não possui influencia na economia do Amazonas
acritica.com Manaus (AM)

Conselheiros consultivos  do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/AM) fizeram nesta sexta-feira (8) uma análise sobre o que pode mudar na economia após a morte do presidente da Venezuela Hugo Chávez ocorrida no último dia 5 de março. 

Para eles, o sucessor de Chávez, vice-presidente Nicolás Maduro, deverá manter a linha do presidente venezuelano, mas a tendência é que nos próximos anos o mercado venezuelano seja flexibilizado.

De acordo com o conselheiro estadual José Laredo, nada deve mudar na economia brasileira, pelo menos por enquanto. Ele afirma que se o  bom relacionamento que a presidenta Dilma Rousseff (PT) tinha com o militante morto, continuar com o novo presidente, tudo deve permanecer como estar. 

“Nada deve mudar na economia do Amazonas, o comércio local não recebe nenhuma influencia da Venezuela até então. A presidenta Dilma Rousseff sempre teve uma boa relação com Hugo Chavéz, e se isso for mantido com o novo presidente acredito que não haverá mudanças no Brasil”, comentou Laredo.

Cedo para previsões

Para o conselheiro Francisco de Assis Mourão ainda é muito cedo para se fazer uma previsão, afinal de contas ainda não se sabe quem deverá assumir o lugar de Chavéz. “Nunca tivemos um relacionamento comercial com a Venezuela mais intenso, o intercambio não é forte. Logo acredito que é difícil  prever o que deve acontecer a partir de agora. Por isso digo que até que seja definido o novo presidente, tudo deve ficar igual”, disse Mourão.

Já o economista Rodolfo Antonio Funes disse que apesar de tudo o que se fala sobre a postura política de Hugo Chavéz, ele foi um bom governante assim como Dilma é uma boa presidente. E que o militante apoiava todos os pacotes de diminuição da pobreza no Brasil. “Chavéz foi um grande político e sempre teve uma boa postura com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e que depois foi mantida com a presidenta Dilma Rousseff. Por isso, acredito que as mudanças dependerão de quem for assumir o governo”, concluiu o conselheiro.

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