Sábado, 20 de Julho de 2019
NOVO GOVERNO

Tudo que você precisa saber sobre a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro

Posse, que começa às 15h (horário de Brasília) do dia 1º, terá regras rígidas para o acesso ao público geral; conheça o roteiro da cerimônia



jfcrz_abr_3012189504df_6E9329C9-9588-47DF-A442-B858C14F6CA7.jpg Foto: José Cruz/Agência Brasil
30/12/2018 às 18:35

O próximo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), toma posse no dia 1º de janeiro e passa ocupar oficialmente o Palácio do Alvorada. A posse, marcada para começar às 15h no horário de Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Como já era previsto, o Gabinete de Segurança Institucional  impôs regras rígidas para o acesso do público geral à posse.

Entre as restrições para o evento de posse está a proibição de carrinhos de bebês e guarda-chuvas.  Além disso, não será permitida a presença de animais e a entrada de pessoas com bebidas alcoólicas, apontadores de lasers, armas, drones, bolsas e mochilas, objetos cortantes, produtos inflamáveis, máscaras, garrafas e sprays.

Às vésperas da posse Bolsonaro ainda não confirmou se irá ou não desfilar em carro aberto. A decisão, segundo o futuro ministro do GSI, general Augusto Heleno, que a decisão sobre o carro usado no desfile depende do presidente. Os ensaios foram realizados com dublê em carro fechado e, provavelmente, o público só saberá a decisão de Bolsonaro no dia.

Para informar a população, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) encaminha mensagens aos celulares com DDD 61 sobre as restrições.

Segurança

A segurança do presidente eleito que já sofreu um atentado durante as eleições é uma preocupação a mais. Por isso de segurança da posse do presidente será similar ao da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Haverá um sistema antimíssil, aviões de combate e um rigoroso controle terrestre, garantiu o Gabinete de Segurança.

Não foi divulgado um número total de agentes de segurança envolvido, no entanto, o estimado é que cerca de 3 mil militares estejam a postos na área de proteção da Esplanada.

Além disso, o Diário Oficial da União (DOU) do último dia (28) traz um decreto do presidente Michel Temer que permite o abatimento de aeronaves suspeitas ou hostis durante a posse no novo presidente. A justificativa, segundo Temer, tem o objetivo de combater eventuais ameaças a segurança do evento.

Convidados

Até o último dia (29), a cerimônia de posse do presidente eleito tinha 12 chefes de Estado confirmados. O Itamaraty espera que até 60 delegações prestigiem o evento.

Os presidentes de países vizinhos, como Evo Morales (Bolívia) Maurício Macri (Argentina), Sebastián Piñera (Chile), Mario Abdo Benítez (Paraguai), Tabaré Vázquez (Uruguai), Iván Duque Márquez (Colômbia) e Marín Vizcarra (Peru) tiveram as presenças confirmadas.

Em meio a polêmica com Israel, o o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, além do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa e o premiê da Hungria, o ultranacionalista Viktor Orbán também desembarcam em Brasília na próxima terça-feira (1º). O vice-presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular (Parlamento chinês), Ji Bingxuan, será o representante da China.

Cerimônia 

Tradicionalmente, o evento de posse começa na Catedral de Brasília, de onde sai o desfile do presidente, de automóvel, pela Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional. Todos os os últimos presidentes a tomarem posse chegaram ao Congresso Nacional em um Rolls Royce, que serve à Presidência da República desde 1952.

De acordo com roteiro da Secretaria de Relações Públicas, Publicidade e Marketing do Senado, Jair Bolsonaro e sua esposa, Michelle Bolsonaro, seguirão em carro presidencial, até o Congresso Nacional. O vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, seguirá em outro carro, logo atrás, acompanhado da esposa, Paula Mourão. O trânsito na Esplanada dos Ministério foi interditado no sábado (29).  

Presidente e vice-presidente eleitos serão recebidos no início da rampa do Congresso pelos chefes do cerimonial da Câmara e do Senado, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e a Procuradora-Geral da República. Já dentro do Congresso, as autoridades caminharão até o Plenário da Câmara dos Deputados onde será realizada a posse.

Após a execução do Hino Nacional pela Banda dos Fuzileiros Navais, Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão farão o juramento de compromisso constitucional e assinarão o termo de posse. Os dois deverão jurar "manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil" — declaração prevista pela Constituição Federal.

Encerrada a sessão, o presidente da República, já empossado, desce a rampa do Palácio do Congresso Nacional e, como comandante-chefe das Forças Armadas, passará em revista as tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, sendo ainda homenageado com uma salva de 21 tiros de canhão.

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