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Cotidiano
INVESTIMENTO E PARCERIA

UEA e Samsung Ocean lançam edital de programa de tecnologias à saúde

O reitor da UEA, Cleinaldo Costa, destacou que o programa é mais uma oportunidade de fomentar o ensino e pesquisa, além de valorizar a promoção da saúde 07/10/2017 às 13:34
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Reitor da UEA, Cleinaldo Costa, durante o lançamento. Foto: Bruno Zarnado/Secom
acritica.com Manaus (AM)

Com o intuito de viabilizar o ensino e promover os estudos relacionados à área da saúde, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com a Samsung Ocean, lançou o edital do programa de Tecnologias Digitais Aplicadas à Saúde. O lançamento do edital aconteceu na manhã de sexta-feira (6), na sede da Ocean, localizada no campus da Escola Superior de Tecnologia da UEA (EST/UEA), em Adrianópolis, na Zona Centro-Sul.

O reitor da UEA, Cleinaldo Costa, destacou que o programa é mais uma oportunidade de fomentar o ensino e pesquisa, além de valorizar a promoção da saúde. “É um momento muito interessante à medida que nós temos aqui uma parceria com a Universidade do Estado do Amazonas e com a Samsung neste laboratório chamado Ocean. Aqui, nós estamos desenvolvendo o primeiro programa de tecnologias digitais aplicadas à saúde e o reflexo disso é resultar em programas e softwares que poderão ser utilizados no dia a dia das pessoas. Isso é ciência aplicada que chegará às mãos da população”, disse o reitor.

Para Cleinaldo, o programa é importante à medida que os desenvolvedores, pesquisadores da área de Tecnologia da Informação e Comunicação, além dos universitários e professores da área da saúde poderão trabalhar juntos. “Isso aqui vem viabilizar novas oportunidades e, sobretudo, nesse segmento que é muito carente de produção de material que é o de Tecnologia da Informação para a área de saúde”, mencionou o reitor.

Desenvolvimento de soluções

O coordenador do Samsung Ocean, Silvio Marques, revelou que o objetivo do edital é justamente o de possibilitar, para os estudantes, profissionais e empreendedores; o desenvolvimento de soluções na área de tecnologia de modo geral e soluções para o ensino na área da saúde.

“Nosso objetivo é construir soluções em formas de aplicativos, de aplicação da internet e realidade virtual que auxiliem o ensino da Medicina, da Odontologia, da Enfermagem e das áreas de saúde de modo geral, para melhorar o ensino dessas disciplinas. Além disso, também queremos melhorar a interação, pois existe uma lacuna muito grande nos métodos de ensino e aprendizagem e que a gente pode melhorar bastante com o uso dessas tecnologias digitais”, enfatizou Silvio Marques.

Como um dos exemplos a ter soluções desenvolvidas pelo programa, o coordenador da Samsung Ocean citou o estudo da anatomia humana. “A gente poderia fazer, por exemplo, um aplicativo que facilitasse com que os estudantes visualizassem o corpo humano de forma melhor, mostrando os músculos, sistemas, entre outros. Essa seria uma aplicação prática do resultado do edital”, reforçou Silvio Marques.

O edital do programa de Tecnologias Digitais Aplicadas à Saúde está disponível no site: http://www.oceanbrasil.com/oceanlab/.

Cariogame

Os desenvolvedores Juliane Raiol, John Silva e Felipe Getúlio, que são alunos da Escola Superior de Tecnologia da UEA (EST/UEA), criaram juntos o game batizado de “Cariogame”, que tem por finalidade auxiliar os estudantes de Medicina, Odontologia e Enfermagem a estudarem a genética humana. O game deve ser usado pelos universitários da Escola Superior de Saúde (ESA/UEA) a partir de novembro de 2017.

“O game tem quatro níveis e o objetivo dele é auxiliar no ensino da genética, nessa parte dos cromossomos. Então, a gente desenvolveu o jogo no período de um ano e ele conta com duas fases: uma de módulo numérico e outra de estrutural. Com isso, o aluno tem que fazer a análise dos cromossomos e dizer quais são os sintomas e o tipo de síndrome que estão nessa análise”, explicou Juliane Raiol.

A estudante completou que o Cariogame foi testado recentemente com 120 alunos dentro da ESA e que o resultado foi muito positivo. “Eles acharam a forma do jogo mais atrativa daquilo que era feito anteriormente, que era de forma manual e os alunos tinham que recortar os cromossomos e montar numa folha de papel, e agora está em formato digital. Então, eles disseram que ficou muito mais fácil”, relatou Juliane Raiol.

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