Domingo, 31 de Maio de 2020
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Ufam desenvolve bactéria para despoluir os rios da Amazônia e é premiada com medalha de ouro em Boston (EUA)

Estudantes de Biotecnologia e Ciências Biológicas defenderam a UFAM na competição de genética que envolveu instituições renomadas como Harvard, Oxford, Cambrigde e MIT



1.jpg Equipe da UFAM é premiada nos Estados Unidos pelo projeto de Biologia Sintética
07/11/2014 às 16:47

Durante cinco dias estudantes de todas as partes do mundo se reuniram no Hynes Convention Centre, em Boston, para uma das mais importantes competições acadêmicas de biologia sintética, o iGEM (sigla em inglês para Competição Internacional de Máquinas Geneticamente Modificadas). Foram mais de 2.300 estudantes de graduação, mestrado e doutorado vindos de instituições do mundo inteiro, entre elas Harvard, Oxford, Cambrigde, MIT e Universidade Federal do Amazonas.

O Amazonas foi representado pelas estudantes Paloma Fernandes, a mestranda Lais Gomes e Luna Lacerda, recentemente graduada em Biotecnologia pela UFAM. Luna acredita que a poluição dos rios pelo mercúrio além de um problema regional muito sério é também uma questão mundial. “Temas relacionados à Amazônia ganham destaque lá fora, o nosso projeto se mostrou útil e inovador, nos levando até a medalha de ouro”, pontuou a jovem manauara de 23 anos que deve seguir para o doutorado na Europa em 2015.



O professor de Engenharia Genética Carlos Gustavo Nunes, orientador do projeto que envolveu 15 estudantes no laboratório da UFAM, explica que o sistema além detectar e colher também elimina o mercúrio inserido nos rios. “Em lugares onde há grandes níveis de mercúrio existe a possibilidade de contaminação, e isso pode ser danoso para as populações ribeirinhas, visto que o excesso de mercúrio no organismo pode comprometer órgãos vitais como cérebro, rins e fígado”. O tutor também destaca além do apoio da Universidade Federal do Amazonas, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) no custeio das passagens.

A Ufam, sendo a única instituição brasileira e receber medalha de ouro na competição se consolida internacionalmente como importante centro de pesquisas na área da Biologia Sintética. Universidades brasileiras como USP, UNESP e UFMG também participaram do evento.  

Sobre o iGEM

A competição é voltada para a Biologia Sintética, que nada mais é que a reprogramação de seres vivos para fins úteis. O evento teve início no renomado MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts) e esse ano aconteceu do dia 30 de outubro e 3 de novembro na cidade americana de Boston. O iGEM mistura ciência de ponta e juventude, a idade máxima entre os estudantes é 25 anos e segundo o professor Carlos Gustavo o caráter competitivo do evento é pouco observado, pois as equipes interagem colaborando mutuamente em seus projetos independente das diferenças geográficas e culturais, criando um ambiente científico de respeito e cooperativo.

(Mais de 2.300 estudantes participaram do evento, vindos de Harvard, Oxford, MIT, Pequim, Univ. de Sidney, Heidelberg-Alemanha, entre outras)


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