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Ufam desenvolve bactéria para despoluir os rios da Amazônia e é premiada com medalha de ouro em Boston (EUA)

Estudantes de Biotecnologia e Ciências Biológicas defenderam a UFAM na competição de genética que envolveu instituições renomadas como Harvard, Oxford, Cambrigde e MIT 07/11/2014 às 16:47
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Equipe da UFAM é premiada nos Estados Unidos pelo projeto de Biologia Sintética
MARIAH BRANDT Manaus (AM)

Durante cinco dias estudantes de todas as partes do mundo se reuniram no Hynes Convention Centre, em Boston, para uma das mais importantes competições acadêmicas de biologia sintética, o iGEM (sigla em inglês para Competição Internacional de Máquinas Geneticamente Modificadas). Foram mais de 2.300 estudantes de graduação, mestrado e doutorado vindos de instituições do mundo inteiro, entre elas Harvard, Oxford, Cambrigde, MIT e Universidade Federal do Amazonas.

O Amazonas foi representado pelas estudantes Paloma Fernandes, a mestranda Lais Gomes e Luna Lacerda, recentemente graduada em Biotecnologia pela UFAM. Luna acredita que a poluição dos rios pelo mercúrio além de um problema regional muito sério é também uma questão mundial. “Temas relacionados à Amazônia ganham destaque lá fora, o nosso projeto se mostrou útil e inovador, nos levando até a medalha de ouro”, pontuou a jovem manauara de 23 anos que deve seguir para o doutorado na Europa em 2015.

O professor de Engenharia Genética Carlos Gustavo Nunes, orientador do projeto que envolveu 15 estudantes no laboratório da UFAM, explica que o sistema além detectar e colher também elimina o mercúrio inserido nos rios. “Em lugares onde há grandes níveis de mercúrio existe a possibilidade de contaminação, e isso pode ser danoso para as populações ribeirinhas, visto que o excesso de mercúrio no organismo pode comprometer órgãos vitais como cérebro, rins e fígado”. O tutor também destaca além do apoio da Universidade Federal do Amazonas, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) no custeio das passagens.

A Ufam, sendo a única instituição brasileira e receber medalha de ouro na competição se consolida internacionalmente como importante centro de pesquisas na área da Biologia Sintética. Universidades brasileiras como USP, UNESP e UFMG também participaram do evento.  

Sobre o iGEM

A competição é voltada para a Biologia Sintética, que nada mais é que a reprogramação de seres vivos para fins úteis. O evento teve início no renomado MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts) e esse ano aconteceu do dia 30 de outubro e 3 de novembro na cidade americana de Boston. O iGEM mistura ciência de ponta e juventude, a idade máxima entre os estudantes é 25 anos e segundo o professor Carlos Gustavo o caráter competitivo do evento é pouco observado, pois as equipes interagem colaborando mutuamente em seus projetos independente das diferenças geográficas e culturais, criando um ambiente científico de respeito e cooperativo.

(Mais de 2.300 estudantes participaram do evento, vindos de Harvard, Oxford, MIT, Pequim, Univ. de Sidney, Heidelberg-Alemanha, entre outras)

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