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UFAM promove o 3º Ciclo de Palestras Língua, Literatura e Cultura Japonesa

Entre os palestrantes estavam Satochi Udo e Sakai Yusuke, ambos da Universidade de Kagoshima e Sachio Negawa, da Universidade de Doushima 09/09/2015 às 14:15
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Sakai Yusuke da Universidade de Kagoshima, foi um dos palestrantes
Silane Souza ---

Visando promover o curso de Língua e Literatura Japonesa, além do Congresso Internacional de Estudos Japoneses no Brasil, que será realizado de 21 a 23 de setembro de 2016, em Manaus, o Departamento de Letras - Língua e Literatura Japonesa -, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), promoveu nesta terça-feira (08) o 3º Ciclo de Palestras Língua, Literatura e Cultura Japonesa. O evento aconteceu no auditório Rio Negro, no Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL).

Entre os palestrantes estavam Satochi Udo e Sakai Yusuke, ambos da Universidade de Kagoshima e Sachio Negawa, da Universidade de Doushima. Eles abordaram sobre: “A História da tradução japonesa após o período moderno”, “O passado e o presente da relação entre o Japão e a Região Amazônica no Brasil, tendo como foco o açaí” e “Uma mistura de Amazonas e Manchúria: Globalização da família moderna japonesa vista por meio da história da família Sakiyama”.

De acordo com coordenador do Departamento de Letras - Língua e Literatura Japonesa -, Cacio José Ferreira, o foco das palestras foi despertar o interesse pela língua japonesa, uma vez que a Ufam tem o curso de Língua e Literatura Japonesa desde 2011, e também mostrar que há público e mercado para esse campo no Amazonas. “Nosso objetivo também é estreitar e fortalecer os laços em relação a pesquisa entre Brasil e Japão”, afirmou.

O professor lembrou que a relação entre Brasil e Japão, começou desde o Tratado da Amizade, no século XIX, na França, se fortaleceu com a imigração japonesa, a partir de 1908, para o Brasil. Já no Amazonas, segundo ele, a imigração japonesa veio de forma forte a partir de 1928. “Tivemos mais de oito mil famílias, que influenciou de alguma forma na questão cultural, gastranomia e até na organização econômica, com a juta”, disse.

Fora isso, Cacio ressaltou que o Amazonas é peculiar, pois tem em torno de 37 empresas japonesas no Polo Industrial de Manaus (PIM), as quais requerem que o trabalhador fale japonês. Isso mostra a importância do aprendizado da língua na região, que é hoje, o lugar onde a língua japonesa mais cresce no Brasil, uma taxa de 10%, segundo o ultimo levantamento.

Para o estudante de engenharia de alimento, Maikon Douglas, 18, o ciclo de palestras envolvendo a cultura japonesa e a relação com o Amazonas é importante porque proporciona um futuro intercâmbio e também é referência ao curso que faz. “Mostrar o passado e o presente da relação entre o Japão e a Região Amazônica no Brasil, tendo como foco o açaí, é referência ao meu curso porque trabalhamos com os alimentos”, disse.

Saiba mais

O Congresso Internacional de Estudos Japoneses no Brasil, será realizado de 21 a 23 de setembro de 2016, na Ufam. Mais de 25 professores de várias universidades do mundo, inclusive do Japão, vão está presente. Além disso, é esperado a participação de mais 400 pessoas entre estudantes e pesquisadores. 

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