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Ufam promove seminário e mostra de cinema alusivos ao Dia da Consciência Negra

Seminário “Negros do Amazonas e Políticas Públicas Brasileiras” ocorre em três dias. Mostra de cinema exibirá filmes sobre desigualdade, opressão e discriminação de negrosSeminário “Negros do Amazonas e Políticas PúblicasBrasileiras” ocorre em três dias e a mostra de cinema exibirá filmes sobredesigualdade e discriminação de negros 13/11/2015 às 14:18
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Programação conta com mesas-redondas, debates e exibição de filmes
ACRITICA.COM ---

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) prepara para a próxima semana uma programação especial em alusão ao Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro, e a respeito de questões que rondam a data, como opressão, desigualdade e discriminação da população negra.

O seminário “Negros do Amazonas e as Políticas Públicas Brasileiras” faz parte da programação e acontece nos dias 16, 17 e 18 de novembro, das 9h às 17h, no auditório Rio Solimões do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Ufam.

Durante o evento serão promovidas atividades culturais: uma conferência e cinco mesas-redondas para abordar a presença negra no Amazonas e sua contribuição direta para a miscigenação de hábitos, costumes, cultura e religiosidade locais.

A conferência de abertura, no dia 16, intitulada “As identidades étnico-raciais no Brasil e as políticas de ações afirmativas”, será proferida pela doutora Renilda Costa de Liz, do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia.

Também no dia 16, das 15h às 17h30, acontecerá a mesa redonda “Direitos Humanos e a Questão Negra”, coordenada pela professora Raimunda Nonata Correa.

No dia 17 serão promovidas as mesas redondas “Segurança jurídica, migração e a questão das minorias”, sob coordenação do professor Ciro Dantas e “Segurança pública e etnicidade”, coordenada pelo professor Raimundo Nonato Pereira da Silva.

No dia 18, a professora Fabiana Saunier coordena o debate sobre “Estado laico, intolerância e diversidade religiosa”. Às 14h, ocorre a roda de conversa “Ser negro no e além Brasil”. O encerramento será com a leitura da “Carta de Manaus: Negros do Amazonas – contra a discriminação, assegurando direitos”.

O seminário é organizado por meio do Programa de Extensão “Nossa África”; pelos Departamentos de Antropologia e História da Ufam; pelo Movimento Negro do Amazonas; e pelas secretarias Municipal e Estadual de Educação e Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos.


“Selma” é um dos três filmes exibidos. Divulgação

Mostra de cinema

Na programação, a tradicional mostra de cinema Cine & Vídeo Tarumã apresentará três filmes relacionados à temática da população negra: “Selma”, “Teza” e “Quanto vale ou é por quilo?”. As três películas falam sobre opressão, desigualdade e discriminação que negros e negras sofrem diariamente em várias partes do mundo.

O projeto Cine & Vídeo Tarumã é uma atividade de extensão do Departamento de Comunicação Social da Ufam, com sessões de exibição de filme acontecendo sempre às 12h30 no auditório Rio Negro do ICHL, localizado no setor norte do campus. As sessões são gratuitas e recebem o apoio cultural da locadora Take Video Locadora.

‘Selma’

Na segunda-feira (16) será exibido o filme “Selma” (2014), da diretora Ava DuVernay. O filme é uma cinebiografia do pastor protestante e ativista social Martin Luther King Jr. (David Oyelowo), que acompanha as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme.

‘Teza’

Na quarta (18), será a vez do filme “Teza” (2008), do diretor Haïlé Gérima. O intelectual Anberber passou vários anos na Alemanha estudando medicina e volta para a Etiópia apenas para encontrar o país de sua juventude em guerra. O sonho dele de usar o que aprendeu para melhorar a saúde dos etíopes é esmagado pela junta militar que usa os cientistas para seus próprios objetivos políticos.

No enredo de “Teza”, Anberber busca o conforto de sua casa de campo, mas mesmo assim não consegue fugir da violência. A solidão que as memórias de sua juventude trazem é substituída pela competição entre os militares e as facções rebeldes. Ele precisa decidir se resiste à tensão ou se tenta refazer sua vida com os fragmentos que estão à sua volta. Ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Roterdã.

‘Quanto vale ou é por quilo?’

No último dia da mostra, sexta (20), será exibido o filme “Quanto vale ou é por quilo?” (2005), do diretor brasileiro Sérgio Bianchi. A película é uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada no Brasil.


Trecho do filme  “Quanto vale ou é por quilo?”. Divulgação

No enredo do filme, um capitão-do-mato captura uma escrava fugitiva que estava grávida, na época da escravidão explícita, século XVII. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho. Esta prática tinha por objetivo o lucro.

Trazendo a história para os dias atuais, o filme mostra o chamado Terceiro Setor explorando a miséria e preenchendo a ausência do Estado em atividades assistenciais que, na verdade, também são fontes de lucro. Uma ONG implanta um projeto de informática em uma comunidade carente e Arminda, que trabalha no projeto, descobre que computadores foram comprados superfaturados e denuncia. Por isso, ela precisa agora ser eliminada.

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