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Um ano novo de desafios para a indústria amazonense

Após as dificuldades vividas em 2014, a expectativa do setor industrial é de um 2015 problemático o Estado, marcado por recuperação e retomada do crescimento. 30/12/2014 às 20:10
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Indústrias de Manaus vão entrar no primeiro ano após a prorrogação do modelo Zona Franca por mais 50 anos
Juliana Geraldo Manaus (AM)

O ano não foi bom para a indústria amazonense. Nem os mais pessimistas esperavam uma desaceleração tão expressiva no cenário econômico do País e, consequentemente, no Polo Industrial de Manaus (PIM), em especial no setor de duas rodas que, desde 2009, amarga perdas nas vendas.

Com o fim de 2014 e uma perspectiva de fechar as contas no vermelho (queda calculada em 3,5% frente a 2013), a expectativa é de um 2015 problemático para o segmento no Estado. A avaliação foi feita por representantes do setor no Amazonas ouvidos por A CRÍTICA.

O Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, prevê um início de 2015 com turbulências para o setor. “Vai ser um início de ano com forte arrocho econômico em função da inflação alta, que desestabiliza o cenário geral de investimentos e a segurança jurídica”, elencou.

Segundo ele, a indústria local também deve seguir enfrentando problemas de concessão de crédito para a compra de motocicletas e não poderá evitar desafios como o da reforma do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que pode levar o amazonas a baixar alíquota do imposto de 12% para 10%. “Há indícios de que 2015 pode ser ainda mais desafiador do que 2014”, pontuou.

Já o superintendente interino da superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Gustavo Igrejas, afirmou ser cedo para se fazer um prognóstico seguro, mas adiantou que a ideia é pelo menos manter o faturamento do próximo ano no mesmo nível de 2014. “Precisamos que 2015 comece efetivamente para sabermos as regras da política econômica brasileira e só depois traçar nosso plano de ação, de acordo com a realidade posta”, ponderou.

Desafios

Apesar dos problemas, todos concordam que será um ano de desafios. Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, será um momento delicado.  “Nenhuma mudança no cenário atual indica que 2015 será melhor que 2014 para a indústria em geral. Será um ano delicado e que coloca o setor à mercê dos rumos tomados pelo governo na política econômica do País”, comentou.

Périco classificou 2015 como um ano de ajustes, em especial no que tange ao consumo. “Teremos desafios sérios como a retomada da confiança dos investidores, precisaremos de regras claras sobre inflação, taxa cambial e gastos públicos. Teremos que trabalhar incisivamente na diversificação das atividades do PIM. Apenas com essas ações é que a  a nossa indústria terá força para emplacar novos investimentos e garantir os empregos”, avaliou.

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