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Uma semana após resgate, corpos das vítimas da queda de aeronave ainda estão em Tabatinga

Ainda não foi definida data para o translado dos restos mortais, inicialmente previsto para Brasília, para a realização de exames de DNA com o objetivo de fazer a identificação, uma vez que em Tabatinga não foi possível fazer o reconhecimento por parte dos familiares das vítimas 10/06/2015 às 19:00
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Os despojos ainda estão no Instituto Médico Legal de Tabatinga sob a custódia da Polícia Federal
Eduardo Gomes - especial para a crítica Tabatinga (AM)

Uma semana após o resgate, os despojos dos corpos das cinco vítimas da queda do helicóptero que colidiu com árvores no município de Atalaia do Norte ainda estão no Instituto Médico Legal de Tabatinga sob a custódia da Polícia Federal. Nesta quarta-feira (10) completou uma semana da localização inicial da aeronave um Esquilo prefixo PR ADA da empresa Moreto Táxi Aéreo que desapareceu no início da noite de sexta-feira (29/05) quando fazia o trajeto da comunidade de Pentiaquinho em Atalaia do Norte para Tabatinga.

A aeronave era pilotada por Alexandre Felix Souza e transportava as grávidas Marceleia Cruz dos Santos Marubo e Luciana Guedes do Carmo (ambas indígenas, das etnias Marubo e Tikuna respectivamente), a enfermeira Luzia Fernandes Pereira e a acompanhante e intérprete Marcelânia Souza da Silva.

Segundo o médico legista Valderi Mesquita, ainda não foi definido o translado dos restos mortais - inicialmente previsto para Brasília - para a realização de exames de DNA para que sejam identificados, uma vez que em Tabatinga não foi possível fazer o reconhecimento por parte dos familiares das vítimas.

O exame foi solicitado pelo filho da enfermeira, o tenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Yuri Fernandes. Valderi informou que a Moreto Táxi Aéreo se ofereceu para o translado dos restos mortais e que depende de autorização da Polícia Federal para a remoção. Isto se deve ao fato de duas das cinco vítimas serem indígenas e, portanto, tuteladas pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

“Estamos aguardando para a qualquer momento termos a autorização para o translado dos despojos”, afirmou Valderi acrescentando que fora convidado pela empresa para acompanhar a remoção até Brasília.

Ele explicou que a realização dos exames pode demorar cerca de 30 dias se não houver nenhum empecilho e que a Polícia Federal disponibilizou seu laboratório no Distrito Federal para auxiliar os exames.

Familiares pressionam

O coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena de Atalaia do Norte, Heródoto Jecim de Sales confirmou que a liberação dos corpos depende das autoridades cuja a competência pela liberação será atribuída.

“O proprietário da empresa assumiu se ofereceu para o translado desde que seja autorizado”, disse. “Os parentes das vítimas nos procuram todo dia para saber quando os restos mortais serão liberados”, completou.

Foram realizadas duas reuniões após o resgate dos despojos entre familiares das vítimas, representantes da Moreto e a coordenação do Dsei/Javari, das quais a última no sábado passado (06/06) em Tabatinga.

Nos encontros, foi discutido, além da liberação dos restos mortais após a identificação, o pagamento do seguro por parte da seguradora da aeronave e as possíveis indenizações. Além do seguro da própria aeronave, há também o seguro similar ao que é pago em acidentes automobilísticos, o Dpvat. Tudo depende dos exames de identificação e expedição das certidões de óbitos das vítimas. Sem eles não é possível da entradas nas ações de indenizações e processos requerendo pagamento de pensões para os cônjuges e filhos das vítimas.

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