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Único órgão federal presente nos 61 municípios do Amazonas é a Empresa de Correios e Telégrafos

O Estado ocupa a 18ª posição nacional no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). A informação faz parte do levantamento feito pela Associação Amazonense dos Municípios (AAM) sobre o vazio institucional do interior do Amazonas 14/06/2015 às 14:51
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Novo Aripuanã (distante 229 quilômetros de Manaus), um dos castigados pela cheia dos rios todos os anos, está na lista das cidades que têm apenas uma agência do Correios como órgão do governo federal
Aristide Furtado Manaus (AM)

O único órgão do governo federal com agência nos 61 municípios do interior do Amazonas, Estado que  ocupa a 18ª posição nacional no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), é a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). A informação faz parte do levantamento feito pela Associação Amazonense dos Municípios (AAM) sobre o vazio institucional do interior do Estado.

A radiografia institucional mostra que 77% das cidades do interior do Amazonas não contam com  uma unidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O órgão tem como atribuição  garantir a renda do trabalhador e de sua família nos momentos de incapacidade para o trabalho provocada por doença, acidente, gravidez, prisão, velhice e morte.

Com uma estrutura de 1.122 agências em todo o País, o INSS  ainda não chegou a 47 municípios do Amazonas que precisam se deslocar para cidades vizinhas em busca de serviços como pedido de aposentadoria, auxílio-doença, benefício assistencial à pessoa com deficiência e ao idoso, pensão por morte, salário maternidade, seguro desemprego para pescador artesanal e auxílio-reclusão.

A lista dos sem unidade da Previdência é composta de Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Barcelos, Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Borba, Caapiranga, Canutama, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Codajás, Envira, Fonte Boa, Guajará, Humaitá, Ipixuna, Iranduba, Itamarati, Itapiranga, Japurá, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Pauini, Rio Preto da Eva, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Silves, Tapauá, Tonantins, Uarini, Urucará e Urucurituba.

Sem Funai

O Estado que concentra a maior população indígena do Brasil também padece com a baixa cobertura do órgão federal que cuida da política indigenista. Só 16 municípios do interior do Amazonas contam com uma agência da Fundação Nacional do Índio (Funai), o que equivale a um déficit de 74%. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e  Estatística (IBGE), dos 243 povos indígenas do País, 63 vivem no Amazonas. No Censo Demográfico de 2010, de um total de 567.582 pessoas que moravam em terras indígenas, 135.877 localizavam-se em território amazonense.

De acordo com o mapa do abandono elaborado pela AAM, possuem unidade da Funai os municípios de Atalaia do Norte, Autazes, Boca do Acre, Borba, Coari, Humaitá, Lábrea, Manacapuru, Manicoré, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Parintins, Presidente Figueiredo, São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga. Entre os quatro municípios amazonenses que possuem mais dez mil pessoas cada que se declararam indígenas no Censo 2010,  dois: São Paulo de Olivença (15 mil indígenas) e Santa Isabel do Rio Negro (10,9 mil indígenas) encontram-se desprovidos, segundo a AAM, de uma filial da Funai.

IDH

Amazonas ocupa a 18ª posição entre as 27 unidades federativas brasileiras, segundo o IDHM. Nesse ranking, o maior IDHM é 0,824 do Distrito Federal e o menor é 0,631 em Alagoas. Com 0,674, o Amazonas se situa na faixa de Desenvolvimento Humano Médio (entre 0,600 e 0,699). Esse índice é composto por três indicadores: longevidade, educação e renda.

IBGE

Em 84% dos municípios do interior do Amazonas não há unidades do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. No Estado, além de Manaus, o órgão tem agências em dez municípios. Segundo levantamento da AAM, a Ufam está presente somente em Benjamin Constant, Coari, Humaitá, Itacoatiara e Parintins.

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