Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020
APOIO DO LÍDER

‘Único presidente que efetivamente ajudou o Amazonas’, diz José Ricardo sobre Lula

Em lançamento virtual, pré-candidato do PT criticou a sequência de antigos prefeitos e quer um mandato participativo



Jos_-Ricardo-e-Lula-em-Bras_lia-e1582157856359_DD79E709-1182-45EB-BD7D-071C56BF4B9B.jpg Foto: Reprodução/Internet
13/08/2020 às 14:45

Durante o lançamento da plataforma do plano de governo participativo do Partido dos Trabalhadores que ocorreu de forma virtual na manhã de hoje (13), o pré-candidato pelo partido, José Ricardo afirmou que quer ter o apoio do ex-presidente Lula.

“Se o Lula puder vir, vai ser ótimo. Todo apoio é importante para fortalecer essa caminhada. Aliás o Lula fez muito pela cidade e pelo estado. O povo tem muito carinho porque foi o único presidente que efetivamente ajudou o estado do Amazonas como a prorrogação da ZFM. A Zona Leste tem água graças ao Lula, porque foi ele quem liberou recursos para o Proama e programas sociais como Fundeb e bolsa família”, lembrou.



Sobre os apoios a nível nacional que o PT pode proporcionar a candidatura, José Ricardo disse que espera poder contar com o apoio de todas a lideranças partidárias do PT. “Que possam vir nos ajudar a fazer uma mudança na cidade. Nós temos aqui em Manaus um grupo político que está a mais de 30 anos e o resultado está aí”, disse.

“Não precisamos nem citar nomes, mas é uma sequência de governos que deixaram a cidade sem um sistema de transporte, com um terço de escolas caindo aos pedaços e uma cidade que 60% não têm UBS (Unidade Básica de Saúde”, criticou.

Com o recente apoio do PSB à Ricardo Nicolau, a decisão se deu obedecendo diretrizes nacionais por motivo de alianças, mas disse que está tendo conversas com partidos como Rede, PSOL, PCdoB e PCB.

“Vamos ter mais conversas. No final do mês iniciam as convenções e vamos estar fechando alianças nesse campo de partidos que estamos tendo diálogos aí. Estamos bastante otimistas. Cada partido tem seus objetivos”, lembrou.

José disse que pretende, caso eleito, ampliar a transparência do legislativo. “O município tem quase 6 bilhões, mas se perguntar agora, de alguém, em que que o prefeito atual gastou dinheiro, ninguém vai saber nada. Não há prestação de contas”, salientou.

“Os contratos milionários, que são sempre os mesmos, mas não sabem no que está gastando dinheiro e por que está faltando merenda escolar. Por que tem o orçamento tão grande e o prefeito não constrói escolas”, questionou.

Esteve também presente na coletiva, Ideli Salvatti, ex-senadora de Santa Catarina pelo Partido dos Trabalhadores e ex-ministra da secretaria de Direitos Humanos. Salvatti foi a coordenadora da plataforma, aplicada a nível nacional para os candidatos do partido.

Para Ideli, a participação da sociedade sempre foi uma questão estratégica para o PT. “Tanto como partido, como parlamentares e gestores. Uma das práticas do PT mais reconhecidas internacionalmente foi o orçamento participativo. Foi uma marca que o PT executou fazendo com que as pessoas pudessem debater, discutir e decidir onde parte significativa do orçamento seria aplicado”, destacou.

A ex-senadora disse que outras capitais da Região Norte como Rio Branco, Palmas e Belém já tiveram governos do Partido dos Trabalhadores. José enfatizou as palavras da colega de partido e defendeu que o trabalho conjunto precisa iniciar desde o período de pré-campanha. “Tem que ser um governo de participação e começa já pela criação das propostas”, disse.

Sobre a plataforma

Lançada hoje, a plataforma intitulada ‘A Manaus que queremos’ visa levantar propostas feitas pelo público em geral. O plano de governo para Manaus do Partido dos trabalhadores quer ouvir ideias do seu eleitorado para montar as diretrizes de campanha.

Na plataforma, existe um pré-cadastro com informações básicas como nome, bairro e questões como ‘O que você acha que precisa melhorar no seu bairro e comunidade? Do que você sente falta?’

José defendeu que o espaço reconhece o espaço atual e necessário de comunicação, que são as mídias sociais. “Estamos em sintonia e facilitando a participação das pessoas porque é isso que é necessário dos governos. A pandemia mostrou que uma parte das atividades podem ser feitas à distância. Vai ter uma grande diferença no mercado de trabalho e também na atuação política”, disse.

Maria Luiza Dacio
Repórter do Caderno A do Jornal A Crítica

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