Domingo, 23 de Fevereiro de 2020
CRIAÇÃO

Universitários do Amazonas constroem aeronave para competição nacional em SP

Estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) acertam agora os últimos detalhes do avião radiocontrolado



universit_rios.jpg Estudantes vão participar de competição em São José dos Campos (Foto: Divulgação)
04/10/2017 às 14:29

Mais uma vez, a distância e a falta de recursos não intimidaram estudantes de engenharia do Amazonas, que já fazem contagem regressiva para disputar a 19ª Competição SAE Brasil AeroDesign, de 26 a 29 de outubro, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, SP. Quinze estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) acertam agora os últimos detalhes de uma aeronave radiocontrolada, que foi projetada e construída dentro da instituição de ensino. 

Veterana, a equipe Urutau AeroDesign retorna à competição depois de disputar o Torneio de Acesso no ano passado. Ao desenvolver a aeronave, inscrita na Classe Advanced, a equipe investiu em confiabilidade para fazer voos válidos em todas as baterias e simplicidade de construção para realizar manutenções, montagens e desmontagens com rapidez. O avião é capaz de atingir velocidade de 20 m/s e carregar 13 kg de blocos de ferro. De olho também no mercado de trabalho, Kelwyn da Silva Oliveira, 21, aluno do sexto período de Engenharia de Controle e Automação, destaca a importância do Projeto AeroDesign para a carreira. “Nós podemos colocar em prática o que temos aprendido dentro das salas de aula e ainda desenvolver outras habilidades, como trabalho em equipe, responsabilidade e organização”, avalia o capitão da equipe. 

A equipe do Amazonas, única representante do Norte, integra as 94 equipes inscritas nesta edição, sendo 89 brasileiras e cinco estrangeiras. No total, mais de 1,3 mil participantes – entre estudantes, professores orientadores e pilotos – representarão 76 instituições de ensino superior do Brasil (16 Estados e Distrito Federal) e do Exterior (México e Venezuela).

Esta edição terá 25 equipes de São Paulo, 15 de Minas Gerais e oito do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro e Santa Catarina serão representados por seis equipes cada. Paraná e Rio Grande do Norte contam com cinco equipes. Bahia e Distrito Federal aparecem com três cada. Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco e Piauí possuem duas equipes cada uma. Amazonas, Ceará e Espírito Santo têm uma equipe cada. Do Exterior, três equipes são da Venezuela e duas do México.

Aeronaves

Com mudanças no Regulamento da Competição, as 94 equipes enfrentarão novos desafios, conforme as categorias Micro, Regular e Advanced. 

Na Classe Micro concorrem 25 equipes. Nesta categoria, as aeronaves poderão transportar como carga útil materiais de quaisquer tipo e dimensões, exceto chumbo. A novidade é a possibilidade de lançar a carga durante os voos com o uso de paraquedas para aumentar a pontuação da equipe, em adição ao simples alijamento da carga como em 2016. Nesta categoria não há restrição de geometria ou número de motores – todos elétricos –, porém as equipes deverão ser capazes de desmontar o avião depois dos voos e transportar a aeronave desmontada em caixa de volume de 0,1 m³. 

Na Classe Regular, que tem 61 equipes inscritas, os aviões deverão ter dimensões compatíveis com o espaço definido por um cone. Para 2017, o cone tem diâmetro de 2,9 metros e altura de 75 centímetros. Além disso, as aeronaves estão liberadas para transportar como carga útil materiais de quaisquer tipo e dimensões – exceto chumbo. A categoria segue restrita a avião monomotor. 

Na Classe Advanced, com oito equipes, os aviões seguem com o desafio de avançar na eletrônica embarcada. Além do tempo de voo, os sistemas a bordo deverão computar a velocidade, que será usada na soma da pontuação de voo. Quando carregadas, as aeronaves não deverão exceder 30 kg. Permanece opcional a escolha do tipo de propulsão (combustão ou elétrica). A única restrição relativa à motorização é a somatória de área total das hélices multiplicada pelo número de pás, que não poderá ultrapassar 0,206 m². A exemplo da Classe Regular, as aeronaves poderão transportar como carga útil materiais de quaisquer tipo e dimensões, exceto chumbo. 

Provas



Na Competição SAE BRASIL AeroDesign, as avaliações são realizadas em duas etapas: Competição de Projeto e Competição de Voo, conforme regulamento. Na Competição de Projeto, as equipes realizam apresentações orais dos projetos para a Comissão Técnica da Competição, formada por engenheiros da indústria aeronáutica, que trabalham como voluntários durante o evento. Na Competição de Voo, os aviões passam por baterias de voos e devem ser capazes de decolar e transportar cargas sempre crescentes, até as condições limite do projeto. 

Ao final do evento, duas equipes da Classe Regular, uma da Advanced e uma da Classe Micro, que obtiverem as melhores as pontuações, ganharão o direito de representar o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em 2018, nos EUA, onde equipes brasileiras já acumulam histórico expressivo de participações: oito primeiros lugares na Classe Regular, quatro na Classe Advanced e um na Classe Micro. A SAE Aerodesign East Competition é realizada pela SAE International, da qual a SAE BRASIL é afiliada.

Organizado pela Seção Regional São José dos Campos, da SAE BRASIL, o Projeto AeroDesign é programa de fins educacionais que tem como objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais da engenharia da mobilidade, por meio de aplicações práticas e competição entre equipes, formadas por estudantes de graduação e pós-graduação de Engenharia, Física e Tecnologia relacionada à mobilidade. A Competição é realizada anualmente desde 1999.

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