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Cotidiano
CRIAÇÃO

Universitários do Amazonas constroem aeronave para competição nacional em SP

Estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) acertam agora os últimos detalhes do avião radiocontrolado 04/10/2017 às 14:29 - Atualizado em 04/10/2017 às 14:30
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Estudantes vão participar de competição em São José dos Campos (Foto: Divulgação)
acritica.com Manaus (AM)

Mais uma vez, a distância e a falta de recursos não intimidaram estudantes de engenharia do Amazonas, que já fazem contagem regressiva para disputar a 19ª Competição SAE Brasil AeroDesign, de 26 a 29 de outubro, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, SP. Quinze estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) acertam agora os últimos detalhes de uma aeronave radiocontrolada, que foi projetada e construída dentro da instituição de ensino. 

Veterana, a equipe Urutau AeroDesign retorna à competição depois de disputar o Torneio de Acesso no ano passado. Ao desenvolver a aeronave, inscrita na Classe Advanced, a equipe investiu em confiabilidade para fazer voos válidos em todas as baterias e simplicidade de construção para realizar manutenções, montagens e desmontagens com rapidez. O avião é capaz de atingir velocidade de 20 m/s e carregar 13 kg de blocos de ferro. De olho também no mercado de trabalho, Kelwyn da Silva Oliveira, 21, aluno do sexto período de Engenharia de Controle e Automação, destaca a importância do Projeto AeroDesign para a carreira. “Nós podemos colocar em prática o que temos aprendido dentro das salas de aula e ainda desenvolver outras habilidades, como trabalho em equipe, responsabilidade e organização”, avalia o capitão da equipe. 

A equipe do Amazonas, única representante do Norte, integra as 94 equipes inscritas nesta edição, sendo 89 brasileiras e cinco estrangeiras. No total, mais de 1,3 mil participantes – entre estudantes, professores orientadores e pilotos – representarão 76 instituições de ensino superior do Brasil (16 Estados e Distrito Federal) e do Exterior (México e Venezuela).

Esta edição terá 25 equipes de São Paulo, 15 de Minas Gerais e oito do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro e Santa Catarina serão representados por seis equipes cada. Paraná e Rio Grande do Norte contam com cinco equipes. Bahia e Distrito Federal aparecem com três cada. Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco e Piauí possuem duas equipes cada uma. Amazonas, Ceará e Espírito Santo têm uma equipe cada. Do Exterior, três equipes são da Venezuela e duas do México.

Aeronaves

Com mudanças no Regulamento da Competição, as 94 equipes enfrentarão novos desafios, conforme as categorias Micro, Regular e Advanced. 

Na Classe Micro concorrem 25 equipes. Nesta categoria, as aeronaves poderão transportar como carga útil materiais de quaisquer tipo e dimensões, exceto chumbo. A novidade é a possibilidade de lançar a carga durante os voos com o uso de paraquedas para aumentar a pontuação da equipe, em adição ao simples alijamento da carga como em 2016. Nesta categoria não há restrição de geometria ou número de motores – todos elétricos –, porém as equipes deverão ser capazes de desmontar o avião depois dos voos e transportar a aeronave desmontada em caixa de volume de 0,1 m³. 

Na Classe Regular, que tem 61 equipes inscritas, os aviões deverão ter dimensões compatíveis com o espaço definido por um cone. Para 2017, o cone tem diâmetro de 2,9 metros e altura de 75 centímetros. Além disso, as aeronaves estão liberadas para transportar como carga útil materiais de quaisquer tipo e dimensões – exceto chumbo. A categoria segue restrita a avião monomotor. 

Na Classe Advanced, com oito equipes, os aviões seguem com o desafio de avançar na eletrônica embarcada. Além do tempo de voo, os sistemas a bordo deverão computar a velocidade, que será usada na soma da pontuação de voo. Quando carregadas, as aeronaves não deverão exceder 30 kg. Permanece opcional a escolha do tipo de propulsão (combustão ou elétrica). A única restrição relativa à motorização é a somatória de área total das hélices multiplicada pelo número de pás, que não poderá ultrapassar 0,206 m². A exemplo da Classe Regular, as aeronaves poderão transportar como carga útil materiais de quaisquer tipo e dimensões, exceto chumbo. 

Provas

Na Competição SAE BRASIL AeroDesign, as avaliações são realizadas em duas etapas: Competição de Projeto e Competição de Voo, conforme regulamento. Na Competição de Projeto, as equipes realizam apresentações orais dos projetos para a Comissão Técnica da Competição, formada por engenheiros da indústria aeronáutica, que trabalham como voluntários durante o evento. Na Competição de Voo, os aviões passam por baterias de voos e devem ser capazes de decolar e transportar cargas sempre crescentes, até as condições limite do projeto. 

Ao final do evento, duas equipes da Classe Regular, uma da Advanced e uma da Classe Micro, que obtiverem as melhores as pontuações, ganharão o direito de representar o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em 2018, nos EUA, onde equipes brasileiras já acumulam histórico expressivo de participações: oito primeiros lugares na Classe Regular, quatro na Classe Advanced e um na Classe Micro. A SAE Aerodesign East Competition é realizada pela SAE International, da qual a SAE BRASIL é afiliada.

Organizado pela Seção Regional São José dos Campos, da SAE BRASIL, o Projeto AeroDesign é programa de fins educacionais que tem como objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais da engenharia da mobilidade, por meio de aplicações práticas e competição entre equipes, formadas por estudantes de graduação e pós-graduação de Engenharia, Física e Tecnologia relacionada à mobilidade. A Competição é realizada anualmente desde 1999.

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