Sábado, 20 de Abril de 2019
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Notícias

Uso da Internet na escola divide educadores

Enquanto alguns pedagogos alegam que a ferramenta promove o plágio de pesquisas, outros dizem que ela é indispensável


02/06/2012 às 19:17

Ferramenta a cada dia mais difundida e procurada pelos estudantes, a Internet ainda divide opiniões de professores e pedagogos, quando o assunto é o seu uso em ambiente escolar.

Pedagogos afirmam que Internet na escola pode funcionar como “faca de dois gumes” porque há estudantes que usam a rede como ferramenta de acesso ao conhecimento e à formação, enquanto outros a usam sem senso crítico e como “fonte de plágio” para muitos trabalhos acadêmicos.

É o caso do pedagogo Nilton Carlos, que afirma que a informação é rápida e fácil, mas “muita coisa não se aproveita”. “A tecnologia está aí, mas nada substitui o senso crítico que deve ter um estudante. A Internet tem milhões de conteúdos, mas a conclusão final deve ser a do aluno”, ressaltou.

Ainda segundo ele, muitos estudantes, ao realizar atividades de pesquisa, utilizam apenas  uma fonte. “Muitos alunos não tem sequer a preocupação de verificar se um texto ou conteúdo é verdadeiro. Então, citam esse conteúdo como fundamento da pesquisa. Isso deve ser evitado”, disse o pedagogo.

Ensino conectado
Para a pedagoga da Escola Estadual Ângelo Ramazzotti, Zona Centro Sul, onde funciona o programa Banda Larga na Escola, Eneida de Albuquerque, o uso da Internet nas escolas é fundamental para o aprendizado.

“Diante do perigo de plágio e cópias descaradas, está o nosso papel de educadores, para que os trabalhos sejam planejados com rigor e originais. Então, o aluno vai pensar duas vezes antes de tomar uma atitude ilícita”, frisou Albuquerque.

Eneida destacou, também, que os estudantes não podem viver desconectados das redes. “Formamos cidadãos que devem estar conectados com o mundo e precisamos aliar o conteúdo de sala de aula com o que acontece fora da escola”, concluiu.

O coordenador estadual do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo), Rinaldo dos Santos, afirmou que a Internet é um subsídio que complementa o conteúdo dos livros. “Aproximadamente 200 mil estudantes e mais de 10 mil professores, em municípios de Presidente Figueiredo, Iranduba e parte de Manacapuru, além de Manaus, são contemplados com o programa federal Banda Larga na Escola. Em outros municípios, o programa está em fase de implantação”, informou.

 Benefício  a  319 mil instituições

Segundo dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), o programa federal Banda Larga nas Escolas já beneficiou 37 mil instituições municipais, 24 mil escolas estaduais e 258 unidades federais espalhadas por todo o País.

As escolas estão conectadas em velocidades acima de 2 Megabits por segundo (Mbps) e, em alguns casos, a velocidade da conexão chega a até 10 Mbps.

Pelo programa, as escolas públicas urbanas de ensino fundamental e médio terão acesso gratuito à Internet, em banda larga, durante 24 horas por dia, até 2025.

Com a assinatura do termo aditivo ao contrato de concessão de exploração do serviço de telefonia fixa, as operadoras autorizadas substituem a obrigação de instalarem postos de serviços telefônicos (PST) nos municípios brasileiros pelo compromisso de instalar a infraestrutura de rede necessária para suporte da conexão à internet.

 

 

 

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