Publicidade
Cotidiano
Imunização dos meninos

Prevenção: Vacina contra HPV também previne câncer de pênis

Ministério da Saúde decidiu que a partir de 2017, meninos de 12 a 13 anos passarão a receber as doses de vacina. A Semsa está aguardando um comunicado para traçar as estratégias de vacinação 14/10/2016 às 05:00
Show dfgdfg
Luana Carvalho Manacapuru (AM)

A partir do ano que vem, meninos de 12 a 13 anos passarão a receber as doses de vacina contra HPV, conforme foi anunciado no início da semana pelo Ministério da Saúde. Em Manaus, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) está aguardando comunicado oficial do órgão para traçar as estratégias de vacinação.

Para o infectologista Antônio Magela, chefe do Departamento Clínico da Fundação de Medicina Tropical (FMT-HVD), a imunização dos garotos é importante, principalmente para quebrar uma cadeia de transmissão do vírus. “Esse é o objetivo da vacina. No caso específico das meninas, é a questão da prevenção do câncer do colo do útero, e dos meninos, muitas vezes, é para prevenir infecção porque eles podem transmitir às meninas”, explica. 

O especialista alerta que, apesar do vírus causar consequências mais graves nas mulheres, nos homens também pode causar graves doenças em pessoas imunocomprometidas. Uma dessas patologias pode ser o condiloma acuminado, causado pelo HPV,  também conhecido como verruga anogenital.

“O condiloma causa esses tumores e é transmitido sexualmente. Os homens devem ficar atentos porque muitas vezes são portadores e não sabem que têm HPV, e só ficam sabendo quando existe essa manifestação da doença”, frisou. 

Nos homens, o HPV também pode estar relacionado com casos de câncer do pênis. “Apesar de serem ocorrências relativamente pequenas, pode estar relacionado a algumas doenças do pênis também, como o câncer”, lembrou.

De acordo com o Ministério da Saúde, a partir de janeiro do próximo ano a vacina contra o HPV para meninos de 12 a 13 anos entrará  na rotina do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A faixa etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos com 9 anos até 13 anos.

A expectativa é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/Aids, que também passarão a receber as doses. Para isso, o Ministério da Saúde está adquirindo seis milhões de doses, ao custo de R$ 288,4 milhões.

Segundo a pasta, não haverá custos extras, já que, neste ano, com a redução de três para duas doses no esquema vacinal das meninas, o quantitativo previsto foi mantido, possibilitando a vacinação dos meninos.

O esquema vacinal para os meninos contra HPV será de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Para os que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses).

Prevenção é a ‘chave’

Conforme o Ministério da Saúde, a estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV.  A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus. Atualmente, a vacina HPV para meninos é utilizada como estratégia de saúde pública em seis países: Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá.

Publicidade
Publicidade