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Vagas na ALE: Candidatos barrados pelo TRE-AM podem ter votação validada pelo TSE

Se a votação de 13 candidatos a deputado estadual for validada pelo TSE, provocará redistribuição de, ao menos, duas cadeiras na Assembleia Legislativa 07/10/2014 às 11:48
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Se a votação dos candidatos barrados pelo TRE for validada pelo TSE, provocará redistribuição de, ao menos, duas cadeiras
Jornal A Crítica ---

Se os 13 candidatos a deputado estadual que participaram da eleição de domingo com o registro sub judice tiverem a votação confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), haverá mudança na distribuição das vagas da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

Juntos, os 13 candidatos obtiveram 53.177 votos. Caso esses votos sejam validados, o quociente eleitoral (divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras na ALE) passará dos atuais 67.956 votos para 70.172 votos. Com isso, o quociente partidário (divisão do número de votos obtidos pelo partido ou coligação pelo quociente eleitoral) também se alterará. E isso afeta a distribuição das sobras das vagas por partido ou coligação.

Caso a validação do votos ocorra, a coligação Fazendo Mais por Nossa Gente 1, composta pelo PSD, Pros, PSDB e PSC, que conquistou sete cadeiras de deputado estadual, perderá uma, a do vereador Francisco Gomes, o “Dr. Gomes” (PSD), que teve 16.766 votos. E a aliança “Fazendo Mais por Nossa Gente 2”, formada pelo DEM, PEN e PHS, que tem uma cadeira, ganhará outra para a vereadora Therezinha Ruiz (DEM), que alcançou 14.262 votos.

Indeferidos

Entre os candidatos com registro cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) encontram-se dois da “Fazendo Mais por Nossa Gente 2”, Jorge Athaíde (DEM) que teve 4.199 votos, e Plínio Cruz (PHS) com 5.516 votos. São esses votos que podem conduzir a vereadora do DEM de volta à ALE-AM. O ingresso deles elevaria a votação da coligação de 110.369 votos para 120.084 votos.

Chance remota

O deputado estadual Francisco Souza (PSC), que alcançou 19.938, mas concorreu com o registro cassado por ter deixado de fazer o recadastramento biométrico, em Iranduba, se conseguir reverter a situação no TSE e os candidatos do DEM e PHS não conseguirem decisão favorável, o parlamentar pode voltar a Casa Legislativa.

Se os votos atribuídos ao deputado Francisco Souza na eleição de domingo, fosse computado, ele seria o 20º candidato a deputado estadual mais votado do Amazonas.

Mesmo com o registro negado pela Justiça Eleitoral, o deputado Wilson Lisboa (PCdoB), obteve 15.900 votos. Apesar de não ter conseguido ser reeleito, Lisboa foi o segundo mais votado da sigla.

O indeferimento de Souza se deu por não apresentar à Justiça as certidões criminais da Comarca de Manaus, onde há anotações relativas a processos criminais envolvendo o deputado.

Votos não computados na eleição

De acordo com as regras eleitorais, os candidatos com registro indeferido podem fazer suas campanhas normalmente e receber votos se tiverem recursos pendentes de julgamento na Justiça Eleitoral. No entanto, os votos obtidos não são considerados.

Para conhecer a votação obtida por eles, totalizada à parte, deve-se acessar uma consulta específica do sistema de divulgação – a de “votação de candidatos indeferidos/cassados com recurso”.

Além de Francisco Souza, Wilson Lisboa, Plínio Cruz e Jorge Athaíde, estão entre os candidatos a deputado estadual que tentavam segurar no páreo suas candidaturas por conta de recursos e não tiveram votos suficientes para ocupar os cargos que postulavam: Dissica Valério Tomaz (PMDB) com 3.295 votos, Mitouso (PMN), que chegou a apenas 2.369 votos, Nelsinho (Pros) com 865, e Deusamir (PTN) que alcançou 439 votos.

A lista prossegue com JB Itacoatiara (PTC) com 252, Engenheiro João Batista (PMN) que obteve 181 votos, Ísis Litaiff (PCdoB) com 117, Cristiane Pinheiro (PCdoB) com 88 e Ester da Carbrás (PP) com apenas 18 votos obtidos. Para a validação dos votos, eles precisam do aval do Tribunal Superior Eleitoral.

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