Sábado, 19 de Outubro de 2019
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Vai um apartamento em Miami ?

Estoque de imóveis retomados pelos bancos e incentivos para compradores estrangeiros tornam mais barato comprar na Flórida do que em áreas nobres da capital amazonense. Brasileiros foram metade dos compradores em 2011, atraídos por praia, sol, marinas e grandes shoppings.



1.jpg Brasileiros estão investindo em imóveis na Flórida
09/09/2012 às 15:09

Há tempos que ter um imóvel em Miami, nos Estados Unidos, deixou de ser exclusividade de milionários. Com as facilidades de hoje, qualquer brasileiro com renda mensal de pelo menos R$ 20 mil tem condições de comprar um apartamento na Flórida por menos do que pagaria por um imóvel de padrão equivalente em Manaus.

Segundo a Associação de Corretores dos Estados Unidos, em 2011, entre 45% e 50% dos imóveis vendidos na Flórida, foram para brasileiros. São pessoas como Luciano Mendes, do Rio de Janeiro, que adquiriu um imóvel com a intenção de alugar. “Já comprei o segundo e vou iniciar o processo de compra de outro apartamento”, diz o investidor.



Brasileiros como Luciano são atraídos por vantagens como financiamento em até 30 anos, baixos preços de imóveis retomados por bancos (foreclosures) com juros que variam de 3% a 4% ao ano (por aqui a taxa é superior a 10% ao ano).

Em Miami, um apartamento de dois quartos em bairro de classe média custa o equivalente à faixa de R$ 173 mil a R$ 244,5 mil, mais barato que um apartamento de apenas 50 metros quadrados em áreas como Aleixo ou Vieiralves, em Manaus.

Por lá, o custo médio por metro quadrado fica entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, enquanto, na Ponta Negra, é R$ 5,6 mil, e no Vieiralves, R$ 7,3 mil, segundo dados do Sinduscon/AM.

Assim, o brasileiro não resiste. Na Faccin Investments, que tem escritórios em São Paulo e Fort Lauderdale, na Flórida, perto de 95% das vendas nos últimos três anos foram para brasileiros. “Um imóvel na Flórida custa quase três vezes menos que o mesmo tipo de imóvel no Brasil”, afirma corretor Luciano Tedesco.


Cíclico

A “invasão” de brasileiros em busca de imóveis em Miami é um fenômeno que se repete em ciclos. O vice-presidente da Corretora Algebra Realty.com, José Augusto Pereira Nunes, lembra que aconteceu no final dos anos 80, quando parte da classe alta brasileira temia pelos rumos da economia; novamente em meados dos anos 90, quando o real foi estabelecido como moeda, deixando o dólar mais barato; e mais uma vez após o estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, em 2008.

Na ocasião, que desencadeou a crise financeira internacional, muitos imóveis foram retomados pelos bancos e novamente postos à venda. Com a economia norte-americana dando sinais de recessão, comprar imóveis não estava nos planos de ninguém. Estava aberto o espaço para estrangeiros, principalmente brasileiros, no mercado imobiliário dos Estados Unidos.

Hoje, os brasileiros começam a dominar o mercado de locação. Sem dinheiro para comprar um imóvel para morar, estadunindenses preferem alugar dos novos donos, os brasileiros.

Melhor para Luciano Mendes, que conseguiu alugar seu apartamento logo após a compra. A própria imobiliária que intermediou o negócio se encarrega de administrar o imóvel. Miami se destaca nesse cenário por razões simples: tem tudo que os brasileiros gostam: praia, sol, campos de golfe, marinas e grandes shoppings.

Mas, como todo ciclo, este também vai passar. Na verdade, o topo foi atingido em junho de 2011, quando o dólar custava em torno e R$ 1,50 e o estoque de casas e apartamentos à venda estava no auge. Hoje, os imóveis ainda estão desvalorizados cerca de 30%.

Especialistas acreditam que há estoque para bons negócios por, no máximo, mais dois anos. Depois disso, o mercado começará a se renovar, com o retorno dos preços aos patamares “normais”.

A ótima notícia para quem já comprou é que as projeções mais pessimistas de valorização para os próximos dois anos é de 20% a 35%. “Não há como ter certeza. Mas há indicadores de que vá chegar a esse patamar”, diz Cássio Faccin, da Faccin Investments.


Saiba, passo a passo, como comprar

Existem, basicamente, quatro formas de venda de imóveis na Flórida: venda normal, short sale unapproved, short sale approved e foreclosure. O corretor Luciano Tedesco explica que, na venda normal, o imóvel pertence ao vendedor, de modo que o preço que ele pede não precisa de aprovação do banco ou da financiadora.

É o modo mais rápido e fácil. Na modalidade Short Sale Unapproved, o vendedor está endividado, sem condições de pagar o financiamento e prestes a ter o imóvel retomado pelo banco. Então, coloca-o à venda por por um preço baixo para vender rapidamente (por isso é “short sale”).

Funciona assim: após receber a oferta pelo imóvel, o vendedor vai ao banco onde tem financiamento para negociar o valor oferecido. Se o banco aceitar, o negócio segue adiante. Mas o corretor Luciano Tedesco ressalta que dificilmente o banco aceita a oferta inicial. “Este processo todo pode levar até quatro meses. Na maioria das vezes, a resposta é negativa, trazendo frustração a todos envolvidos”, comenta.

A terceira modalidade é o Short Sale Approved, em que o banco já aceitou o valor pedido na venda e o contrato, na maioria dos casos, é concluído. Melhor que isso, só mesmo a quarta modalidade, o foreclosure. Nesse caso, o banco retomou o imóvel e quer vendê-lo o mais rápido possivel. “É o que todos querem! Por essa razão, eles são vendidos muito rapidamente quando o imóvel está em boas condições. A procura é tanta que ele não fica mais de uma semana listado”, diz Tedesco.

Se o comprador pretende pagar à vista, deve procurar um imóvel com preço pelo menos 7% menor que o valor disponível para custear as closing costs, taxas que devem ser pagas no momento da compra.


Três perguntas para Luciano Tedesco

Qual é o perfil dos clientes?

A maioria dos brasileiros que estão comprando é de classe média alta e classe alta. Quem procura imóveis para uso próprio está comprando na faixa de US$ 500 mil a casas de milhões de dólares. Já quem quer investir (alugar após a compra) procura na faixa de US$ 200 mil a US$ 400 mil.

Quais são as opções para investidores?

São os imóveis de melhor custo benefício, ou seja, que são fáceis de alugar e com baixo custo de manutenção. É bom lembrar que o dono do imóvel é quem paga o IPTU e o condomínio; então, é importante fazer uma boa pesquisa em relacao aos custos e o valor do aluguel para ver a renda real. Hoje em dia, um retorno de 7% por ano é um bom investimento, pois a poupança aqui (EUA) paga menos de 1% ao ano.

Os clientes investidores são a maioria?

Sim, a maioria são investidores, mas muitos querem ter uma casa de férias. Os investidores esperam ganhar dinheiro tanto com o aumento dos preços como com uma possível valorização do dólar.

Serviço

Algebra Realty.com Atua no Sul da Flórida há 15 anos.

(11) 3323-2396;
(305) 956-5900

Faccin Invest www.faccininvestments.com

(11) 4063 4613; (USA) 1-954-478-6530; cassio@faccininvestments.com

Luciano Tedesco
www.lucianotedesco.com;
tedesco@gmail.com;

(EUA) 954.394.5229;
Skype: Corretor Brasileiro


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