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Valor da refeição fora de casa sofre reajuste, em Manaus

Restaurantes de Manaus estão repassando aos consumidores o reajuste de 15% no GLP de uso comercial e industrial 07/01/2015 às 11:52
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Mário Valle, do restaurante Tambaqui de Banda, ressalta que a empresa não reajustava o “à la carte” há dois anos
Priscila Rosas Manaus (AM)

Sair para comer com os amigos ou jantar em família é algo que faz parte do cotidiano brasileiro. Mas essa atividade ficará mais cara. A Petrobras autorizou o aumento de 15% do gás liquefeito de Petróleo (GLP) - o gás de cozinha usado no comércio, indústria e condomínios residenciais. As empresas de alimentação vão repassar o aumento aos consumidores.

Segundo informações da vice-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (abrasel), Lilian Guedes, em maio de 2014, o GLP aumentou 10,80%, e em dezembro, 5,01%, totalizando um acumulado de 16,37%. O que isso significa? O impacto do aumento vai variar de acordo com o tipo de produto disponibilizado pelos restaurantes. Acrescido de outras taxas que foram aumentadas, como a do frete. Com o aumento do preço o movimento de clientes e a margem de lucro da empresa poderão ser reduzidos.

“É um preço que o cliente não gosta de pagar e a gente não gosta de cobrar. É uma questão de sobrevivência”, explica o proprietário do restaurante Tambaqui de Banda, Mário Valle.

Este mês são esperados os reajustes do gás, água e luz. Nos últimos dois anos, o restaurante não tinha feito nenhuma alteração do tipo, agora será de 12%. De acordo com o proprietário, fazer esses reajustes para o “à la carte” é mais difícil que no “self service”, pois neste último, a alteração é feita na balança. “A cada ano fica mais difícil repassar para o cliente. Ele percebe a inflação nisso”, diz Valle.

Para não prejudicar muito o cliente, eles costumam observar as variações. Reduzem os custos e aumentam o controle de despesas e com isso gera-se lucro e satisfação do cliente.

A proprietária do Najua restaurante, Márcia Delay, optou por não fazer reajuste até março de 2015. Ela o fez no meio do ano de 2014 e se manteve assim. Para não se prejudicar também reduziu despesas e economizou. “Todo mundo está restrito a gastar. Fazer o reajuste para o meu cliente, que é assalariado, é complicado”, explica.

O restaurante oferece os serviços “à la carte” e “a quilo”. O reajuste deste último fica mais fácil porque eles se baseiam pelo preço do produto mais caro. Para o cliente não sentir muito eles oferecem benefícios como o cartão fidelidade. “Não é só pensar no lucro, mas em manter os clientes. É preciso manter um preço para ter um equilíbrio de seis meses a um ano”, aconselha.

Através das compras para o restaurante feitas diariamente ela acompanha as variações do mercado. Mas o que mais interferiu foi o preço da gasolina e, consequentemente, do frete. “É muito mais o frete que o gás. Muitas das nossas mercadorias vêm de fora e chegam com preço diferenciado”, ressalta a empresária.

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