Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
IMPACTO NO MERCADO

Vans e Kipling deixam de comprar couro do Brasil após queimadas na Amazônia

Decisão chegou a ser questionada pelo presidente Jair Bolsonaro, porém foi confirmada na manhã desta quinta-feira (29) pela representante brasileira que vende couro às marcas



IMG_4964_A6F091AF-A017-4F60-8871-337CE4C41885.jpg Foto: Divulgação
29/08/2019 às 12:19

O Centro de Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), em carta enviada ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nessa quarta-feira (28), anunciou que as empresas filiadas à entidade, como Vans, Kipling e Timberland decidiram suspender a compra do couro do Brasil, usado para compor os produtos das marcas.

“Recentemente, recebemos com muita preocupação o comunicado de suspensão de compras de couro a partir do Brasil de alguns dos principais importadores mundiais”, afirma José Fernando Bello, presidente executivo do CICB, que assina o documento endereçado a Salles. A informação foi publicada pelos sites IG, UOL e Folha de São Paulo.



A decisão chegou a ser questionada pelo presidente Jair Bolsonaro, na noite dessa quarta-feira (28), após um representante da CICB dizer que foi um equívoco divulgar a nota. No entanto, na manhã desta quinta-feira (29), a CICB confirmou à reportagem do jornal Estado de São Paulo, a autenticidade da carta endereçada ao ministro do Meio Ambiente e a decisão das multinacionais de abandonarem o mercado brasileiro de couro.

Segundo a CICB, o cancelamento foi justificado devido às notícias sobre as queimadas na região Amazônica. “Para uma nação que exporta mais de 80% de sua produção de couros, chegado a gerar US$ 2 bilhões em vendas ao mercado externo em um único ano, trata-se de uma informação devastadora”, diz.

“Entendemos com muita clareza o panorama que se dispõe nesta situação, como uma interpretação errônea do comércio e da política internacional acerca do que realmente ocorre no Brasil e o trabalho do governo e da iniciativa privada com as melhores práticas em manejo, gestão e sustentabilidade. Porém é inegável a demanda de contenção de danos à imagem do país no mercado externo sobre as questões amazônicas”, declara a entidade.

Ainda não se sabe exatamente qual o impacto econômico que o “boicote” pode resultar. Contudo, além das marcas mencionadas (Timberland, Kipling e Vans), The North Face, Dickies, Kodiak, Terra, Workirte, Eagle Creek, Eastpak, JanSport, Napapijri, Bulwark, Altra, Icebreaker, Smartwool e Horace Small também endossaram o discurso e também deixarão de comprar couro brasileiro.

Queimadas

No mês de agosto, a Amazônia registrou 27.497 focos de incêndio, de acordo com dados da Agência de Administração Aeronáutica e Espacial dos Estados Unidos (Nasa), e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), os incêndios têm ligação ao desmatamento.

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