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Varejo brasileiro perde R$ 38,6 milhões em junho

As perdas mais significativas decorrentes das manifestações ocorreram em três segmentos: combustíveis, vestuário e móveis 10/07/2013 às 08:21
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Muitos lojistas tiveram que fechar as portas em razão dos protestos
acritica.com ---

A recente série de manifestações pelo país resultou em uma perda de ao menos R$ 38,6 milhões para o varejo em junho, segundo estimativa preliminar feita Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As perdas mais significativas ocorreram em três segmentos: combustíveis e lubrificantes (R$ 13,2 milhões), vestuário e calçados (R$ 8,8 milhões) e móveis e eletrodomésticos (R$ 8,4 milhões). Os demais segmentos apresentaram um impacto agregado de R$ 8,2 milhões. Muitos lojistas tiveram que fechar as portas durante os protestos.

Para o cálculo, a entidade considerou a queda em junho de 1,6% do Índice de Atividade do Varejo (IAC), elaborado pela Serasa Experian, além de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A perda total do setor no período é estimada em R$ 1,6 bilhão. No entanto, apenas 2,4% do montante é atribuído às manifestações, de acordo com a CNC. “Outros fatores conjunturais, como o comportamento dos preços no comércio, do crédito ao consumidor, o comportamento do mercado de trabalho, além da própria desaceleração do varejo nos últimos meses, ajudam a explicar a maior parte da queda na atividade comercial em junho”, dizem os economistas da entidade.

Na última sexta-feira, 5, o IBGE informou que as manifestações também tiveram impacto no preço dos alimentos no mês passado. A inflação dos alimentos, que tem grande peso no orçamento das famílias, subiu com menos força: alta de 0,04% em junho, ante 0,31% em maio.

O varejo ficou com um estoque maior de alimentos no mês passado e com menos espaço para aumentos de preços, disse na ocasião Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE.

De acordo com a CNC, a confiança dos empresários do setor passou a cair em maio, quando houve recuo de 1,5% na comparação com abril, para 124,7 pontos. O que faz o indicador ceder mês após mês é a queda nas vendas, que estão em patamares baixos, considerando o histórico recente. Crédito mais caro e inflação, sobretudo as manifestações são os motivos.

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