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Varejo no AM: “Nosso desafio é vencer a burocracia”

Declaração é do empresário José Roberto Tadros, referindo-se à situação há muito vivenciada pelos empresários do comércio varejista em Manaus 08/11/2013 às 08:36
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Roberto Tadros afirma que existe apenas no nome uma Zona Franca de Manaus
ACRÍTICA.COM Manaus, AM

Para discutir o fortalecimento do comércio com as lideranças das entidades do setor, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) realiza até esta sexta (8), em Manaus, o Congresso Regional Sicomércio, sob o tema “A Liderança como instrumento de melhoria da representatividade e da representação sindical”.

“Nossos sindicatos do Norte não estão tão preparados e aparelhados quanto os do Sul. Por isso a CNC precisa ter noção por regiao do sindicalismo e essa é a última reunião que está sendo visitada”, informou o presidente da Fecomércio Amazonas, José Roberto Tadros.

O empresário José Azevedo, da Importadora TV Lar, participou do Sicomércio mostrando o case de sucesso do empresariado do Amazonas e empolgando a plateia de empresários presentes. De um pobre imigrante português que consertava rádios, Azevedo se tornou um grande empreendedor, sendo hoje dono de quase 40 lojas de departamento, um shopping center e uma fábrica de colchões.

Economia
A experiência do comércio do Amazonas tem sido vencer a burocracia e as dificuldades impostas pelos órgãos de controle fiscal, na visão de Tadros. “É como se você tivesse doente e proibido de tomar remédio para se curar. Somos uma Zona Franca só no nome, apesar de 65% do imposto gerado na Amazônia legal sair do Amazonas. Temos a logística mais complicada do território nacional”, citou Tadros.

Vice-presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota, disse que houve queda de faturamento em alguns setores do comércio entre julho e setembro, mas a principal entrave se refere a “enorme carga de burocracia”. “A Prefeitura estava protestando o ISS (Imposto sobre Serviços de Quaisquer Natureza) que inviabilizou muitas transações”, informou. “Não é só isso. Muitas empresas comerciais precisam ter cada mês muitas certidões negativas para renovar suas licenças. Seja na prefeitura, Receita Federal, Secretaria de Fazenda, número, FGTS. Isso deixa a economia engessada”, disse Aderson.

Durante o evento, os convidados trataram do painel econômico brasileiro pela ótica dos economistas Carlos Thadeu, da CNC, e Humberto Ribeiro, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), que trouxeram a visão do empresariado e do governo. Carlos Thadeu que já foi economista do Banco Central, Banco da Amazônia (Basa) e da Petrobras explicou cenários de como a economia do Brasil se comportou nos últimos anos, balança comercial, dívida pública interna e externa, crescimento do PIB para este ano e carga tributária.

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