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Vendedores ambulantes ‘invadem’ estacionamento do Parque Rio Negro, no bairro São Raimundo

Mesmo sem autorização, guardadores de veículos ‘tomam’ conta de estacionamento e cobram até R$ 10 de visitantes 06/06/2015 às 16:49
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Flanelinhas abordam os motoristas no meio da rua e chegam a cobrar até R$ 10 por estacionamento em área pública
Luana Carvalho Manaus (AM)

Um terreno sem uso, ao lado do recém inaugurado Parque Rio Negro, na Zona Oeste, está servindo de estacionamento e comércio para vendedores ambulantes.

Flanelinhas aproveitam a oportunidade e cobram o estacionamento dos frequentadores do parque, sem autorização. Eles dizem que o valor é “simbólico”, apenas para organizar o local. Mas moradores afirmam que eles chegam a cobrar até R$ 10 por veículo.

No parque, a capacidade de veículos é de aproximadamente 40 automóveis. Apesar de rotativas, as vagas são preenchidas rapidamente.

Como o terreno ao lado está sem uso, motoristas aproveitam para estacionar o carro no local, que tem capacidade para 60 carros.

Os custos com as soluções de reassentamento executadas foram de aproximadamente de R$ 1 milhão. Cerca de 14 casas foram retiradas “Demoliram as casas e a calçada de toda a área. Mas desde o dia da inauguração essa área já tem dono: os flanelinhas.

Aquela área pertence  ao parque, mas quem para o carro lá pensa que é um estacionamento particular”, contou um morador da área, que preferiu não se identificar.

“Isso foi dinheiro público. O Governo deve dar uma destinação para este terreno do parque. Já ouvi dizer que não vão mais fazer nada”, disse a dona de casa Leny Cardoso, 47, moradora da área.

Um dos guardadores de carros disse que, como o terreno estava sem uso, eles resolveram “organizar o estacionamento”. “Antes os carros estacionavam de qualquer jeito. Agora a gente organiza e não cobramos nenhum valor fixo. O motorista paga se quiser”, contou, sem se identificar.

Vendores ambulantes

Pelo menos cinco barracas que comercializam pipoca, algodão doce e ‘churrasquinho’ também se instalaram na área. Eles ficam na calçada, obstruindo a passagem de pedestres. “Eu não me incomodo, mas acho que deveria ter uma organização melhor porque senão, daqui a pouco, isto aqui vai estar cheio de ambulantes” disse a visitante Sara Juliana Pereira, 25.

Faixa de pedestres

Apesar de estarem satisfeitos com o novo cartão postal de Manaus, os visitantes contam que sentem falta de uma faixa de pedestres. A maioria se arrisca entre os carros para atravessar a rua.  “O parque está muito lindo, mas faltaram algumas coisas básicas, como uma faixa de pedestre. É perigoso, pois aqui atravessam muitas famílias com crianças”, disse Aina Rezende, 38.

Obra

O Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) informou que a área que está sendo utilizada como estacionamento pelos visitantes do parque não está abandonada. “Existe uma placa indicativa que aquela área é destinada para obra do parque. O projeto previsto para aquele espaço é de construção de um estacionamento e calçada”, informou o Prosamim, por meio da assessoria de imprensa.

Previsão

A obra, segundo a pasta, deve ser executada até o final deste semestre. Enquanto não é concluída, o espaço vem sendo utilizado como opção por quem vai ao parque, e como fonte de renda por flanelinhas, que, sob a justificativa de “organizar” o estacionamento, chegam a cobrar até R$ 10 de cada veículo. Os guardadores, que não quiseram se identificar, alegam que o pagamento não é obrigatório.

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