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Cotidiano
Prefeito de Maués

Vereador de Maués promete processar o Estado

Vereador de oposição, Luizinho Canindé foi preso sob acusação de incitar a população a invadir a Prefeitura de Maués, no interior do Amazonas 18/06/2013 às 12:15
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Manifestantes em Maués foram para as ruas, na sexta-feira, reclamar de atos do atual prefeito do município, Padre Carlos
Lúcio Pinheiro e Joelma Muniz ---

Após ser preso sob a acusação de incitar a população contra a Prefeitura de Maués, o vereador Luizinho Canindé (PDT), afirmou, nessa segunda-feira(17), que vai processar o Estado. Na sexta-feira, manifestantes foram para as ruas do município reclamar de atos da atual administração. Um dia antes, por ordem da Justiça, Luizinho, que é opositor ao prefeito Padre Carlos Góes (PT), foi detido. A organização do movimento foi atribuída a ele.

“Fui preso de maneira injusta. Apenas estava prestando apoio a uma manifestação popular. Eles não respeitaram meus direitos como parlamentare. Vou processar o Estado e todos os que tiveram responsabilidade na minha prisão”, disse Luizinho, que só foi liberado por volta das 20h30 de sexta-feira, após a manifestação.

Segundo a assessoria do vereador, 2 mil pessoas, aproximadamente, foram para as ruas da cidade reclamar da redução de salários de servidores públicos, de demissões de professores e agentes de saúde, do fechamento de uma Central de Medicamentos e da falta de merenda escolar.

No dia da manifestação, o delegado Mário Melo explicou que a prisão do vereador foi uma determinação da Justiça. “Cumpri com a ordem judicial determinada pelo juiz, assim que encerrar o prazo (24 horas), informarei ao juiz que decidirá pela soltura ou então pela permanência”, disse o delegado. O vereador foi liberado na noite de sexta-feira.

Para Luizinho, foi o prefeito de Maués que determinou a prisão dele. “Não resta dúvida que, na realidade, fui preso por motivos políticos. Fui o primeiro preso político da história de Maués”, disparou o vereador, ontem, por meio de nota.

O prefeito de Maués negou envolvimento com a prisão do vereador. Por meio de sua assessoria, Padre Carlos sustentou que a prisão de Luizinho se deu “por conta de determinação judicial”. “A polícia teve acesso a um material que comprovam que ele estava orquestrando uma invasão à sede da prefeitura, o prefeito da cidade não tem nada a ver com isso”, informou a assessoria do prefeito.

Padre Carlos diz que herdou uma prefeitura falida. Por isso, não pode renovar contrato de servidores temporários (sem concurso). “Ele não demitiu, só não renovou contratos. Tudo a pedido dos órgãos de fiscalização, que exigem a realização de um concurso, que já está sendo preparado”, informou a assessoria do prefeito.

A assessoria de Padre Carlos também negou que a prefeitura tenha fechado a Central de Medicamentos do município. “Na verdade, ele apenas seguiu ordens do Ministério da Saúde, que determinou que a farmácia que fornecia medicamentos dentro do hospital da cidade passasse a funcionar dentro de cada unidade de saúde. Ele apenas descentralizou o sistema de entrega dos medicamentos”, disse.

Opositores não aceitam a derrota

O prefeito Padre Carlos Góes (PT) disse que as manifestações contra a administração dele “são frutos de vingança política”, de opositores como o deputado estadual Sidney Leite, que “não admite ter perdido as eleições”.

Sidney Leite foi prefeito de Maués por duas vezes. Em 2012, tentou eleger o sobrinho Carlos Roberto de Oliveira Junior (PDT) para o cargo, mas não obteve sucesso.

O deputado afirmou à reportagem que a manifestação popular em Maués é legítima. E avisou que não precisa de cortina de fumaça para agir. “Já fui foi para a tribuna da Assembleia Legislativa falar do caos que vive a administração pública de Maués”, declarou Sidney Leite.

O parlamentar disse que não participou da manifestação nas ruas do município por conta de outros compromissos. “Convite não faltou”, afirmou Sidney Leito, completando: “Maués vive um caos administrativo, e ele vem atribuir o movimento a mim?”.

 

 

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