Sábado, 25 de Maio de 2019
Presa pela PF

Vereadores de Pauini iniciam processo de cassação da prefeita, presa pela PF

Maria Barroso da Costa (Pros) foi presa pela Polícia Federal em maio deste ano, na Operação “Cartas Chilenas”, suspeita de desviar cerca de R$ 15 milhões em verbas da Educação e da Saúde



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(Foto: Evandro Seixas)
27/05/2016 às 18:17

Os vereadores da Câmara Municipal de Pauini (distante 923 quilômetros de Manaus) aprovaram nesta sexta-feira (27), em sessão extraordinária, a abertura do processo de cassação da prefeita da cidade, Maria Barroso da Costa (Pros), que está presa por desviar cerca de R$ 15 milhões em verbas da Educação e da Saúde.

Maria atualmente cumpre prisão domiciliar em Rio Branco (AC) após ter sido alvo da Operação “Cartas Chilenas”, deflagrada em maio deste ano pela Polícia Federal. A prefeita é suspeita de comandar uma organização que desviou R$ 15 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb); do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), que repassa verbas utilizadas para cuidar da saúde de povos indígenas.

O vereador Francisco Colares Ramos (PRB) foi escolhido como relator da comissão processante da cassação da prefeita e o vereador Francisco Pinto Queiroz (PT) foi escolhido como o presidente da comissão, que também é formada por um secretário, o vereador Sebastião Araujo Lima (PSL), e um suplente, o vereador Josué da Silva Lopes (PMDB).

De acordo com o relator, vereador Francisco Colares, o relatório dele já está quase pronto, já que o conteúdo será, segundo ele, praticamente o mesmo de uma comissão processante anterior, que também pediu a cassação da prefeita, ocorrida em 2015.

“A partir de amanhã eu tenho cinco dias para notificar a prefeita. Durante 15 dias eu apronto (o relatório). Depois vai para a votação no plenário, onde eu espero que meus colegas (vereadores) não envergonhem a população de Pauini”, disse o relator vereador Colares, já adiantando o voto pela cassação da prefeita.

A Operação “Cartas Chilenas”, que culminou com a prisão da prefeita Maria Barroso, teve participação da Controladoria-Geral da União e do Ministério Público Federal.

Cassada por comprar votos

Reeleita como prefeita de Pauini nas eleições 2012, Maria Barroso já havia sido cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) em 2013 por comprar votos de eleitores com tábuas de madeira e telhas de alumínio. Mas ela continuou no cargo por decisão do juiz eleitoral Flávio Henrique de Freitas, com justificativa de que ela só deveria ser afastada após a sentença transitar em julgado, evitando o troca-troca de prefeitos por decisões liminares.


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