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Veterinários cobram ampliação dos serviços prestados por Centro de Zoonoses de Manaus

O Centro de Controle de Zoonoses da capital foi criticado por profissionais da área e o órgão afirmou que todos os procedimentos do local seguem padrões 11/09/2014 às 13:16
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Diretor do CCZ, Francisco Zardo de Oliveira reconhece a falta de profissionais, mas diz que serviços estão crescendo
ACYANE DO VALLE ---

Na semana em que se comemora o Dia do Médico Veterinário, o presidente da entidade que representa os profissionais, Paulo Alex Carneiro, criticou a estrutura de serviço do Centro de Controle de Zoonoses de Manaus,que não tem estrutura e nem pessoal para realizar investigação epidemiológica de doenças transmitidas por animais, além de possuir apenas dois veterinários para atender toda a cidade.

Paulo Carneiro também está preocupado com as práticas cirúrgicas relacionadas à castração de animais realizadas pelo CCZ. “É preciso que sejam feitos exames pré-operatórios. Temos preocupação quanto a isso porque lá não possui estrutura adequada para centro cirúrgico, com local estéril, e apoio laboratorial para os exames pré-operatórios e nem para internação”.

O diretor do Centro de Controle de Zoonoses, Francisco Zardo Oliveira, rebateu as críticas do CRMV e afirmou que todos os procedimentos seguem os padrões sanitários, com higienização do ambiente e os cuidados adotados pela unidade passam por controles sistemáticos. “Os procedimentos realizados no CCZ apresentam menos de 0,5% de intercorrências pós-cirurgia; os proprietários recebem todas as orientações de como proceder durante o período de convalescença e se ocorrer algum problema os veterinários do CCZ estão sempre à disposição para intervir”, explicou.

Ele disse ainda que o número de animais castrados vem crescendo. Em 2012, foram 3.675; no ano de 2013, foram 3.755; e de janeiro a agosto deste ano, as castrações já chegaram a 3.111. Segundo Zardo, a legislação determina que o Poder Executivo deve manter o controle populacional de animais e que o Município vem desenvolvendo ações de castração, registro de identificação dos animais por meio de chips, educação em saúde e fiscalização. “A integração de todas essas ações traz um resultado muito importante e mais eficaz, do que se fossem feitas isoladamente”, comentou.

Em relação às críticas sobre a precariedade estrutural para a investigação epidemiológica, o diretor admitiu o número reduzido de servidores, mas que, apesar disso, o órgão vem realizando periodicamente investigações ambientais e fiscalizações zoossanitárias. “A prioridade são os casos de leptospirose notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação”, afirmou. Somente de janeiro a agosto deste ano, foram 20 investigações de casos notificados de leptospirose e 101 investigações ambientais.

Cidade já demanda dois centros

Uma cidade do porte de Manaus precisaria ter mais um Centro de Controle de Zoonoses e uma unidade de triagem para atendimento da fauna urbana, segundo o presidente do CRMV/AM, Paulo Carneiro, citando que esta é recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Quando questionado sobre o assunto, o diretor do CCZ, Francisco Zardo, explicou que o Ministério da Saúde publicou a Portaria 1.138, em 26 de maio deste ano, que trata das atribuições das Unidades de Vigilância de Zoonoses no País e que deve ser regulamentada por manuais que já começaram a ser publicados.

Com a revogação da antiga Portaria 52/Funasa, que previa a construção de grandes canis e até mesmo currais para abrigo de animais de grande porte, “daqui por diante isso não será necessário, o Centro de Zoonoses pode perfeitamente manter suas atividades com apenas algumas adequações pontuais”, afirmou o diretor.

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