Quarta-feira, 19 de Junho de 2019
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Vice-governador do AM chama PMDB estadual de dinastia

Esse foi um dos argumentos usados pelo vice-governador do Amazonas para justificar, na Justiça Eleitoral, a saída dele da legenda



1.jpg Vice-governador José Melo prestou depoimento no plenário do TRE no processo em que alega justa causa para deixar o PMDB
26/09/2013 às 07:49

Em audiência no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE -AM), nessa quarta-feira (25), o vice-governador José Melo (sem partido) descreveu o PMDB estadual como uma dinastia, onde só a vontade do senador Eduardo Braga - presidente da sigla - prevalece. Conforme Melo, fazem parte da direção do partido a esposa, filha, sobrinhos e fiéis amigos de Braga e que, por esse motivo, ele não tinha chance de emplacar a candidatura ao governo do Estado, projeto que almeja para 2014.

As declarações de José Melo foram feitas diante do procurador eleitoral Ageu Florêncio e do juiz federal Ricardo Sales, membro do TRE-AM e relator da ação de desfiliação por justa causa, movida pelo vice-governador contra o PMDB. Durante a audiência foram ouvidas três testemunhas de Melo e três do PMDB. A sessão durou três horas. Até sexta-feira (27), os advogados das duas partes poderão apresentar as alegações finais ao processo. A partir de então, o Ministério Público Eleitoral tem 24 horas para emitir parecer sobre o caso.

Durante a audiência, o vice-governador José Melo argumentou que decidiu deixar o PMDB porque, segundo ele, foi desprezado dentro da legenda. O vice-governador sustentou que foi privado de participar das mídias impressa, eletrônica e televisiva do partido, durante os quatro anos que permaneceu no partido. Ele ainda afirmou que Braga o tratou “com a arrogância que lhe é peculiar”.

“Quando o Omar e eu assumimos o governo, imaginava que teria espaço para participar das mídias impressas, sociais e televisivas (do PMDB). Em nenhum momento participei de nada disso. Só quem participava era o senador Eduardo Braga. Quando percebi isso, senti que não poderia crescer dentro do meu partido, o que todo político almeja. Esse direito me foi negado”, afirmou José Melo.

Ele sustentou que, mesmo sendo vice-governador, nunca fez parte das inserções partidárias televisivas do PMDB no Estado. Melo ainda alegou que até na campanha de 2010, na qual concorreu ao cargo que hoje ocupa, na chapa de Omar Aziz, foi impedido de discursar em palanques tanto na capital quanto no interior.

O advogado do PMDB, Caupolican Padilha, afirmou ontem que o vice-governador José Melo não apresentou nenhum argumento que justifique a saída dele da legenda por justa causa.

Na avaliação do advogado, a consequência natural do processo, caso a Justiça Eleitoral decida que não houve motivo justo para a desfiliação de Melo, é a perda do mandato do vice-governador. Ele informou também que o PMDB já pediu por escrito, da Justiça, que seja decretada a perda do mandato do ex-filiado.

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