Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
PLANOS

Vice-reitor da Ufam projeta Universidades do Baixo Amazonas e do Alto Solimões

Plano da atual reitoria é conseguir que a Ufam se divida e gere outras duas universidades federais, aumentando recursos e investimentos no interior



WhatsApp_Image_2017-07-19_at_18.41.00.jpeg Jacob Cohen revelou os planos durante visita a Parintins (Foto: Evair Lopes)

“O passo mais importante que nós queremos dá nos próximos quatro anos é tentar conseguir que a Universidade Federal do Amazonas se torne três universidades. A Universidade Federal do Baixo Amazonas com sede em Parintins, a Ufam em Manaus, que já existe, e a Universidade Federal do Alto Solimões em Tabatinga, na tríplice fronteira”. A declaração é do vice-reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), doutor Jacob Cohen, durante a primeira visita ao Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (Icsez), em Parintins, na semana passada.

Jacob Cohen e o reitor da Ufam, Sylvio Puga, acreditam nesse sonho de três universidades federais no Amazonas. “Quando nós criamos um campus no interior, nós dividimos o pouco que nós já temos com esse campus. Quando nós construímos uma universidade, nós recebemos do Governo Federal subsídios para que ela funcione de uma maneira geral. Então, a gente teria muito mais recursos com uma universidade do Baixo Amazonas e com uma universidade do Alto Solimões. Nós vamos perseguir esse objetivo”, ressalta.

O vice-reitor da Ufam considera não se tratar de tarefa fácil, mas entende a necessidade de união de esforços, da sociedade, da universidade, dos políticos, dos governantes, pois o Estado do Pará, por exemplo, já possui três universidades federais. “Temos que sair também com esse objetivo, porque no momento que você cria um campus no interior você divide os parcos recursos que a Universidade Federal do Amazonas já tem. Quando você cria uma nova universidade, você traz muito mais recursos, além de cursos muito mais próprios de cada polo desse”, analisa.

Campus Parintins

Jacob Cohen diz perceber que Parintins, assim como outras regiões, necessita, por vocação própria, de outros cursos superiores. “Posso garantir que Parintins precisa de uma faculdade de economia, uma faculdade de medicina veterinária e engenharia naval. Esses cursos serão pensados e certamente vamos conseguir num futuro próximo”, assegura. O vice-reitor não descarta a possibilidade de estudo de novos cursos itinerantes para atender cidades do interior do Amazonas.

Em reunião com coordenadores de cursos do campus Parintins, o vice-reitor recebeu as demandas entregues pelas coordenações de cursos para examinar e analisar o que pode ser feito. “Conseguimos reunir praticamente todos os coordenadores e eles nos passaram os verdadeiros problemas que afligem cada um deles. Alguns serão resolvidos logo, os que não necessitam de recursos financeiros. Com uma simples ‘canetada’ a gente resolve o problema. Outros vão necessitar de recursos que vamos buscar através de emendas parlamentares, projetos de pesquisa, parcerias com universidades, empresas do Distrito Industrial, com a própria Suframa. Vamos atrás de recursos e a partir daí priorizá-los para o interior do Amazonas”,

Desafios para o interior

Sobre os grandes desafios a serem enfrentados pela reitoria pelos próximos quatro anos, o vice-reitor afirmou que "existem dois Amazonas": o de Manaus e do interior. “O Amazonas do interior é aquele com a mesma população de Manaus, mas com apenas 10% da economia do estado. Isso é uma situação que é vergonha e nós, do interior, temos que lutar para diminuir essas desigualdades. Essas desigualdades são deletérias, muito problemáticas para todo o estado, porque Manaus recebe uma quantidade de pessoas maior que sua capacidade e aí ocorrem os problemas sociais das grandes cidades, principalmente nas periferias”, avalia.

Uma das metas da reitoria de Sylvio Puga e Jacob Cohen é fazer o homem voltar ao interior do Amazonas para melhorar a qualidade de vida. “Só que ele necessita de condições de sobrevivência, de economia e de assistência médico hospitalar. Uma pessoa que mora no interior do Amazonas não tem a qualidade de vida que tem em Manaus. Por isso, a gente precisa diminuir essas diferenças. Esse, talvez, seja o ponto mais importante que a universidade tenha que enfrentar nesses próximos anos”, comenta Cohen, após a primeira visita ao campus Parintins, onde reuniu com coordenadores de cursos.


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