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Cotidiano
POLÍTICA

‘Vigília Lula Livre’: conheça a rotina de militantes no acampamento em Curitiba

Nesta quinta-feira (17) faz 40 dias de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Repórter do Portal A Crítica acompanhou rotina dentro do acampamento 17/05/2018 às 18:27
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Ex-deputado federal Ângelo Vanhoni de muletas discursa na vigília. Fotos: Antônio Ximenes
Antônio Ximenes Curitiba (PR)

Faz 40 dias nesta quinta-feira (17) que Luiz Inácio Lula da Silva está preso na Polícia Federal de Curitiba. Do lado de fora uma vigília permanente de militantes do PT, MST, CUT, PSOL, PCdoB, PCO, MAB (a Frente Popular) se mantém firme na defesa de Lula pedindo sua libertação e o direito a participar como candidato à Presidência da República nas próximas eleições majoritárias.

Entre as ruas Barreto Coutinho e Guilherme Matter, no bairro Santa Cândida, mais de 250 pessoas diariamente participam de manifestações pedindo a libertação de Lula.

“Eu estou aqui na coordenação da Vigília com outros colegas do movimento, porque não aceito o que estão fazendo com o nosso líder. Esta claro que ele foi preso para não permitirem que ele participe das eleições a presidente. Todas as pesquisas apontam a vitória dele”, afirmou o diretor nacional do PT, Florisvaldo Souza.

Com uma estrutura que conta com as barracas da Saúde; da doação de alimentos; de Comunicação; Coordenação Central; uma cozinha para preparar e distribuir os alimentos; Rádio; Jornal; e TV Web; a Vigília é um espaço cívico da esquerda brasileira e internacional. Comitivas da Argentina; Uruguai; Noruega; Alemanha; Equador; EUA; entre outros países da Europa; América do Sul; e da América do Norte; já estiveram na Vigília.

Coube à militante do MST Zenilda Lisboa Pereira, a responsabilidade de receber e distribuir os alimentos doados pela população voluntariamente na Vigília. “Estou aqui há 40 dias e já passei por muitas situações difíceis na vida, mas a solidariedade que vejo neste momento, para que o Lula seja libertado é emocionante. Já recebemos mais de trinta toneladas de alimentos e não param de chegar doações de várias partes do Brasil”, comentou.

Dispostas a cuidar da saúde das pessoas que participam da vigília, quatro militantes do MST medem a pressão dos que participam das atividades na área. “A gente está aqui para cuidar da saúde de quem fica horas na Vigília defendendo a Democracia. Já teve pessoas que desmaiaram, outras que chegaram muito cansadas vindo de longe, e nós fizemos massagens para ficarem melhor. Usamos ervas e fazemos um tratamento natural para todos da militância na defesa do Lula Livre”, ressaltou a coordenadora da barraca da Saúde, Nina Fernandes de Moura.

O estudante universitário de Ciência Política Wilson Machado Júnior disse que está há 40 dias na vigília, porque entende que este é um momento histórico e que não dá para ficar de braços cruzados vendo Lula preso injustamente. “Eu vendo canecas, camisetas, botons para me manter aqui em Curitiba. Como eu há muitos jovens que estão aqui mobilizados em protesto a tudo que estão fazendo para evitar que o Lula seja presidente novamente”.

No bairro Santa Cândida a Vigília representa a resistência cívica da esquerda brasileira, que a 150 metros da Polícia Federal, onde Lula está preso, não aceita a condenação do ex-presidente a mais de doze anos de prisão, em decorrência da decisão do juiz Sérgio Moro, que entendeu ser ele o proprietário de um Triplex no Guarujá,no litoral paulista. “Não há provas disso. Lula é um preso político”, afirmou o ex-deputado federal do Paraná Ângelo Vanhoni, em seu discurso feito hoje na vigília cívica. De muletas se manteve em pé durante 40 minutos.

Às 16hs os familiares de Lula sairão da sede da Polícia Federal em Curitiba, onde foram visitar o ex-presidente.

Logo em seguida o ex prefeito de São Paulo Fernando Haddad e a presidente nacional do PT, a senadora Gleise Hoffmann, entrarão para conversar com Lula, que está preso há 40 dias.

Uma liderança do PT nacional disse que as visitas de Gleise e Haddad faz parte de uma estratégia de manter Lula muito bem informado sobre a política nacional, em todos os níveis, e também para reforçar que Lula é o candidato à Presidência da República.

Os dirigentes do PT e da Frente Popular estão animados com os números das pesquisas de opinião, que apontam o ex-presidente Lula com mais de 32% de aceitação, à frente dos outros pré-candidatos, e estão intensificando nacionalmente a militância. A estrutura de comunicação dos jornalistas e veículos alternativos nas mídias sociais estão disponibilizando os números e destacando que a resistência à prisão de Lula permanecerá. O que se observa no momento na vigília do bairro Santa Cândida é a chegada de militantes do restante do país.

Apos as visitas de Gleise e Haddad haverá uma coletiva desses dirigentes petistas na frente da Sede da Polícia Federal.

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