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Vinte anos depois, homem é condenado por matar menina em acidente de jet ski, no AM

Garota de 13 anos morreu em 1995 na Praia Dourada. Quatro dias após crime, suspeito fugiu e voltou só em 2011, quando o processo foi reaberto 01/06/2015 às 14:20
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Homem fugiu para Macapá, e só foi encontrado porque irmã da vítima o encontrou na rede social Facebook
ACRITICA.COM ---

A Justiça do Amazonas acatou a tese do Ministério Público do Estado do Amazonas e condenou a 13 anos de prisão Lincoln Movilha de Andrade, na noite desta quinta-feira (28). Ele era acusado de ser culpado pela morte da menina Renata de Menezes Soares, ocorrida em 1995, nas proximidades da Praia Dourada Marinho, em Manaus.

Na ocasião, Lincoln, que sequer tinha habilitação, fazia acrobacias consideradas arriscadas em um jet ski, o que foi confirmado por testemunhas. Lincoln atingiu um barco inflável de brinquedo com mais três crianças e uma mulher.

O resultado do julgamento, que se estendeu por mais de seis horas, foi considerado satisfatório pelo titular da 15ª Promotoria de Justiça que atua junto ao 1º Tribunal Júri Popular, Lauro Tavares.

“Esta condenação tem caráter pedagógico, ensina as pessoas que pilotam com imprudência, sem habilitação, ou que fazem uso de álcool e drogas, que eles também podem ser atingidos pela Justiça”, disse o promotor de Justiça Lauro Tavares.

O crime aconteceu no dia 30 de julho de 1995, por volta das 14h. No barco inflável, tipo banana boat, estavam, além de Renata, Sílvia Castro da Silva, 29, e as então crianças Fernanda de Menezes Soares (irmã de Renata), 11, Rodrigo Jahn Soares, 7 anos, e Camila Jah Soares, 9 anos.

Todos saíram gravemente feridos do acidente. Fernanda sofreu sete fraturas no rosto e traz sequelas até hoje. Renata sofreu traumatismo craniano grave e não resistiu aos ferimentos.

Quatro dias após o crime, em 3 de agosto de 1995, sem prisão decretada, Lincoln viajou para fora do Estado. Tendo informado endereço residencial e profissional falsos, não pode ser localizado pelo Judiciário. Ele ficou foragido de 1995 a 2011, quando o processo do caso voltou a andar.

“Ele só foi localizado quando uma das vítimas, Fernanda, pesquisando pelo sobrenome dele, o localizou no site de relacionamento Facebook. Ele estava morando em Macapá, onde foi preso”, relatou o promotor Lauro Tavares.

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