Domingo, 26 de Maio de 2019
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Vinte crianças do AM ainda não receberam medicação contra vírus que ataca o pulmão, alerta Susam

A coordenadora do programa Palivizumabe na Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que não consegue contatar as mães delas



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O Palivizumabe previne a infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e pneumonia em crianças
14/01/2016 às 17:11

Vinte crianças do Amazonas ainda não receberam a dose do medicamento biológico Palivizumabe, que previne a infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e pneumonia em crianças. O alerta é dado pela Dra. Tatiana Carranza, coordenadora do programa Palivizumabe na Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Ela informou que vem tentando contatar as mães dessas crianças por telefone desde esta quarta-feira (13), quando o calendário anual do programa teve início no Estado, mas até agora não obteve êxito.

"Há um cadastro nacional para possibilitar e garantir o acesso dessas crianças ao medicamento e estamos ligando para o número de telefone que as mães forneceram. Acredito que elas mudaram de número e não atualizaram o cadastro, então vou mandar cartas registradas na semana que vem para o endereço que forneceram, pedindo que entrem em contato conosco", explicou Tatiana.

Casos específicos

A médica esclareceu que as crianças que precisam tomar o Palivizumabe e tem direito a ele através do Ministério da Saúde, que controla a distribuição, estão dentro de quadros clínicos e sociais muito específicos.

"Estamos recebendo muitas ligações de mães perguntando se seus filhos precisam tomar no caso de uma pneumonia ou de um sopro no coração. Não é o caso. Só precisam tomar as crianças prematuras nascidas com menos de 28 semanas de gestação que sejam portadoras de doenças pulmonares crônicas, hipertensão pulmonar severa, doença cardíaca cianogênica ou insuficiência cardíaca congestiva. Além disso, para ter direito a receber o remédio pelo programa, as famílias dessas crianças precisam não possuir renda para obtê-lo de outra forma, uma vez que ele é bem caro", esclareceu a coordenadora. Ela explicou que essas doenças graves são detectadas na hora do nascimento e a mãe é informada neste momento, através de um laudo.

Tatiana explicou ainda que o programa Palivizumabe distribuiu 198 doses do remédio em 2015. "Nós entramos em contato com as mães e pedimos que elas agendem para receber o medicamento. Neste calendário, ele está sendo aplicado nas maternidades Moura Tapajós, Ana Braga, Balbina Mestrinho e no Instituto da Mulher. Temos 120 crianças cadastradas aptas a recebê-lo pelo programa este ano", concluiu.


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