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Violência contra mulher é tema de audiência pública na Câmara Municipal de Manaus

Audiência lembra o combate do crime contra a mulher e reforça números expressivos que são combatidos diariamente. Mais de 500 casos foram registrados este ano 25/11/2014 às 12:50
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Presidente da comissão, professora Jacqueline, diz que a mulher leva desvantagem pois não tem a mesma força que o homem
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Mais de 500 casos de violência contra a mulher foram registrados entre janeiro e outubro deste ano, conforme dados apresentados ontem à tarde em audiência pública na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Segundo informações da delegada titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), Kethleen Calmont, as Zonas Norte e Leste registraram maior índice dos casos.

“Chegamos a receber 25 casos por dia, que variam de ameaça a violência. As Zonas da cidade com maior número de casos são as Norte e Leste, porém temos auxílio de todos os DIPs que também realizam procedimento, além da aplicação do Ronda Maria da Penha, que vem trazendo bons resultados na fiscalização de medidas protetivas”, ressaltou a delegada..

Outro ponto apresentado diz respeito aos problemas no acompanhamento de crianças abusadas sexualmente. De acordo com a coordenadora do Seviço de Apoio à Vítima de Violência Sexual da maternidade Moura Tapajós, Zélia Campos, a unidade enfrenta dificuldades em dar suporte à demanda. “O espaço físico ficou pequeno, pois em dez anos atendemos mais de 4.200 crianças. Se não houver essa ampliação, iremos estar retrocedendo em um serviço que é reconhecido nacionalmente”, afirmou.

Proposta pela vereadora e presidente da Comissão de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher da Câmara, professora Jacqueline, o debate acontece em alusão ao Dia Internacional ao Combate à Violência Contra a Mulher, lembrado hoje. Ela afirma que o crime é considerado “democrático” por atingir todas as classes sociais, porém ainda é velado.

“A mulher entra em desvantagem porque ela não tem a mesma força que um homem. Nas classes sociais inferiores esse tipo de crime é ainda mais encoberto. A mudança de comportamento tem que partir do homem e estamos trabalhando pra isso”, disse.

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