Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
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Vistoria rigorosa será realizada em areal, segundo Instituto de Proteção Ambiental do AM

Após denúncia publicada nesta quarta-feira (12) em A CRÍTICA, Ipaam decidiu fazer análise criteriosa dos impactos da atividade na BR-174



1.gif A extração de areia no local é feita mediante licença ambiental, mas moradores alegam que atividade assoreou igarapé
13/06/2013 às 10:35

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) afirmou nesta quarta-feira (12) que uma equipe do órgão fará uma análise criteriosa e rigorosa dos impactos da atividade de extração de areia no ramal Nova Esperança e que os responsáveis pela atividade serão convocados para o encaminhamento das providências a serem tomadas no local.

Desde 2012, os moradores da área, localizado no km 26 da rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista) alertavam o poder público sobre os danos ambientais causados pela exploração do areal que fica no km 3 do ramal Nova Esperança. De acordo com a comunidade, a exploração causou o assoreamento do igarapé que fica no entorno do local onde tem ocorrido a extração de areia. A denúncia foi publicada ontem por A CRÍTICA.



Em nota, o Ipaam informou que “a extração mineral sempre causa impacto, por isso ela é licenciada com condicionantes de natureza mitigadora de impacto ambiental, como o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas”. Na denúncia, os moradores contestam a renovação da licença concedida pelo Ipaam à empresa exploradora.

Os moradores denunciam a situação ao Estado e ao município desde janeiro de 2012 e o caso também foi levado ao Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM).

O detalhe é que, no dia 6 de junho, o Ipaam foi procurado pela reportagem e informou que fiscais do órgão foram no ramal Nova Esperança no dia anterior, dia 5. O instituto alegou que foi constatado que o igarapé encontra-se em “bom estado” e que um relatório técnico referente à fiscalização seria encaminhado ao MPF-AM.

De acordo com a Gerência de Recursos Hídricos e Minerais do Ipaam, em todo o Estado do Amazonas há 373 licenças de exploração de areia, sendo que 129 em Manaus (35% em relação ao total do Estado), seguido por Japurá com 26, Presidente Figueiredo com 25 e Humaitá, com 19 licenças.

O presidente do Ipaam, Antonio Stroski, afirmou que vai formar uma equipe interna para fazer o levantamento de áreas que apresentam fragilidade do ambiente e do entorno, como solos friáveis, mais susceptíveis aos processos erosivos, perda de solo e assoreamento de cursos hídricos, para que o licenciamento ambiental nestes casos seja ainda mais rigoroso. A equipe também vai elaborar um Termo de Referência próprio para estas áreas para melhor subsidiar a elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prads) desta natureza.


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