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Vítima atingida por tiro em estacionamento de academia recebia ligações anônimas

Denise Almeida da Silva, que segue internada em hospital, e seu marido Erivelton Barreto recebiam ligações de um número confidencial antes do crime 14/11/2014 às 12:25
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Mesmo ferida, vítima dirigiu por alguns metros até pedir ajuda ao proprietário da academia, que a levou ao pronto socorro
perla soares Manaus (AM)

A finalista do curso de direito Denise Almeida da Silva, de 34 anos, atingida com um tiro de arma de fogo quando saía de uma academia, no Centro, durante a manhã de quarta-feira, recebeu ligações de um número não identificado antes do crime, segundo informou o marido da vítima, o advogado Erivelton Barreto, 39. A mulher segue internada em um hospital particular, com quadro estável.

Segundo o marido da estudante, Denise Silva e ele estavam recebendo ligações de um número confidencial há mais de dois meses. O advogado afirmou, ainda, que o aparelho celular de sua esposa desapareceu depois que a vítima foi levada para o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto.

“Ninguém acha ele (celular). O dono da academia que socorreu minha esposa e a levou para o hospital informou que quando chegou ao 28 de Agosto, onde foi socorrida, Denise ainda estava com celular na mão. Eu vinha me comunicando com ela pelo aparelho antes do ocorrido. Ela disse que estava saindo da academia e ia para casa, mas depois ninguém soube o paradeiro do celular”, disse Erivelton.

Ainda de acordo com Erivelton, há dez anos ele tua como advogado. A família tenta identificar se há relação entre o crime e a profissão que ele exerce porém acha pouco provável. “O delegado me pediu para não dar tanta informação, pois a pessoa (suspeito) está solta e foi uma tentativa de homicídio. Sou advogado, mas não mexo com parte criminal. Temos uma vida normal e ela foi para a academia, mas infelizmente isso aconteceu”, comentou.

Segundo Barreto, Denise mantinha rotina diária de exercícios físicos e frequentava a mesma academia há 15 anos. O advogado garante que tanto ele quanto sua esposa não tinham inimigos. “Ela é super querida, uma pessoa alegre, muito comunicativa e alto astral, não tem inimigos garanto. Sempre gostou de fazer aeróbica, minha mulher nunca quis desfazer as amizades que conquistou, por isso todos os dias frequentava aquela academia que tem no Centro. À noite, ela faz faculdade e agora vai ter que parar tudo por causa de uma tragédia dessas”, desabafou o marido, emocionado.

Baretto destacou que o casal tem uma filha de 17 anos. Abalada com o crime, a família pensa em deixar o Amazonas após a recuperação de Denise. “Nossa filha está chocada. Não quer sair nem ficar em casa. Ela não tem ido ao colégio e estamos pensando em sair de Manaus. Estamos nos questionando, fazendo uma retrospectiva para tentar entender”, afirmou o advogado.

À A CRITICA, Barreto chegou a afirmar que a Polícia Civil pediu a quebra do sigilo telefônico da vítima após o desaparecimento do celular. Por telefone, a assessoria da Polícia Civil negou a informação. De acordo com a polícia, o delegado do 24° Distrito Integrado de Polícia (DIP), Jorge Teixeira, responsável pelas investigações, informou que não há registro do desaparecimento do aparelho celular na delegacia.

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