Publicidade
Cotidiano
SUZANO

Vítimas de ataque em escola de Suzano são sepultadas sob aplausos e comoção

Amigos dos estudantes mortos compareceram ao velório. Filho da pedagoga veio da China, onde mora, para o enterro da mãe 14/03/2019 às 21:21
Show fta20190314235 b6d96a84 e7ac 4bb7 994b d949df2358fb
Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena
Agência Brasil Brasília (DF)

Os caixões com os corpos das vítimas do ataque à Escola Estadual Raul Brasil deixaram na tarde desta quinta-feira (14), a Arena Suzano, no Parque Municipal Max Feffer, e chegaram ao Cemitério São Sebastião, em Suzano, região metropolitana de São Paulo. Além de parentes e amigos, a população de Suzano compareceu em peso para prestar as últimas homenagens às vítimas da tragédia.

Na quarta-feira (13) de manhã dois atiradores invadiram a escola e atacaram alunos e professores a tiros e golpes de machadinha. Oito pessoas morreram, incluindo o tio de um dos atiradores, atingido antes do ataque à escola, e 11 ficaram feridas. Os dois atiradores também morreram.

No cemitério, a capela ficou pequena para a multidão que acompanhou cada um dos cinco sepultamentos realizados ao logo da tarde, sob chuva fina. Nos corredores entre os túmulos, foram espalhadas as coroas de flores que enfeitaram o velório, enviadas por empresas, sindicatos, parentes e amigos. Uma demonstração de que o crime atingiu a cidade como um todo.

Na hora de descer os caixões, mais aplausos. O grande número de jovens e adolescentes que acompanharam os enterros denunciava a pouca idade dos estudantes mortos. Quatro deles tinham entre 15 e 17 anos. Os estudantes Caio Oliveira, de 15 anos, Claiton Antonio Ribeiro, de 17 anos, Kaio Lucas Costa Limeira, de 15 anos e Samuel Melquiades, de 16 anos. A mais velha era a professora Eliana Regina de Oliveira Xavier, de 38 anos.

Apesar de ter sido velado junto com os demais, o corpo da coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezo, de 59 anos, foi enterrado nesta quinta-feira (14), porque a família aguarda a chegada de um filho que mora na China.

Por motivos religiosos, o velório do estudante Douglas Murilo Celestino, foi velado em uma igreja da Assembleia de Deus freqüentada pela família. Jorge Antonio de Moraes, de 51 anos, dono de uma locadora de carros e tio de um dos atiradores, também teve velório e sepultamento em cerimônia separada.

Publicidade
Publicidade