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Cotidiano
IMÓVEIS

Você sabe quanto vale o patrimônio público do Amazonas?

Governo do Amazonas está fazendo inventários dos seus bens e já cadastrou 1.545 prédios. 12/03/2017 às 05:00
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O número de prédios públicos do Estado pode ser bem superior, porque o inventário ainda não foi concluído.  Foto: Márcio Silva
Alik Menezes Manaus

Você já se perguntou qual a dimensão do patrimônio do seu Estado ou quantos prédios públicos existem? No Amazonas,  pelo menos 1.545 prédios foram cadastrados pelo Sistema Ajuri, de responsabilidade da Secretaria de Estado da Administração (Sead), segundo levantamento do próprio governo estadual. Sejam de época ou mais modernos, muitos prédios impressionam pela exuberância. O número de prédios públicos do Estado pode ser bem superior, porque o inventário ainda não foi concluído. 

O inventário está sendo realizado pela Sead, que tem a missão de organizar o patrimônio estadual. Uma das construções mais modernas e que ganhou destaque mundial na Copa do Mundo de 2014 foi a Arena da Amazônia, considerada por arquitetos uma obra exuberante, ela custou aos cofres públicos mais de R$ 700 milhões - valor que também rendeu muitas críticas ao Estado.

O inventário poderá servir para a análise de como usar melhor os imóveis e gerar economia para o poder público. O cadastro está sendo realizado diretamente por cada unidade de estrutura do Estado que utilize imóvel integrante do patrimônio estadual. 

Segundo a secretaria, esse banco de informações servirá para a administração estadual tomar decisões importantes como: planejamento para a recuperação e utilização de imóveis de interesse de preservação histórica ou artística, além de remanejamento de órgãos que funcionam em prédios alugados para imóveis que estejam desocupados. O prazo inicial para a conclusão do inventário é final de julho. 

Para o estudante de enfermagem Leandro Flávio Castro, 20, a Arena é motivo de orgulho e é um cartão postal do Estado. “Depois da Ponta Negra esse é o nosso maior cartão postal. Você sente orgulho de passar por ali”, disse, empolgado. 

Segundo o inventário da secretaria, os maiores imóveis da governo estadual são a Arena da Amazônia; Palácio Rio Negro, Palácio Rio Branco, Biblioteca Pública do Estado, Palácio da Justiça, prédio da Assembleia Legislativa, Hospital Delfina Aziz, Palácio Provincial, Teatro Chaminé, Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Teatro Amazonas. 

Os valores atuais das construções não foram divulgados pela Sead, que informou que outros órgãos são responsáveis pela cotação dos prédios. Mas amazonenses destacaram o valor histórico das construções. “Se são centenárias ou novas, não importa, o que importa é que elas contam e vão continuar contando a nossa história”, disse o estudante de história André Santos Sobrinho, 26. 

“Na correria do dia a dia a gente passa pela frente desses prédios e nem se dá conta da importância e da beleza. Nosso Estado é rico em história e em patrimônio porque esses prédios devem ser muito valiosos”, brincou a secretária Luma Lima, 32. 

Emprestados
O Governo do Estado do Amazonas cede alguns prédios para algumas instituições, como a Casa do Idoso do Educandos, Clube de Mães do Morro da Liberdade, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro da Glória e da Cachoeirinha.

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