Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Cidades amazonenses entram no ritmo nacional dos protestos e erguem as bandeiras da cidadania em movimento



1.gif 11 de julho é a data marcada para uma paralisação nacional. Centrais sindicais fazem a convocação
07/07/2013 às 11:08

Oito cidades do Amazonas (contando com Manaus) estão com mobilizações nas ruas para dizer que não suportam mais a corrupção, o descaso com o dinheiro público, a precariedade dos serviços públicos e as decisões que não levam em conta as prioridades da população. Além das bandeiras em comum, chama a atenção o fato de não haver partidos iniciando os movimentos, que continuam vivos. Além de Manaus, já foram palco de reivindicações nas ruas os Municípios de Iranduba, Maués, Manacapuru, Parintins, Rio Preto da Eva e Coari.

Em Manaus, as manifestações de insatisfação tiveram como alvo a corrupção e o preço da passagem de ônibus - à época R$ 2,90 - e a precariedade dos serviços públicos oferecidos à população. Assim como em outras capitais brasileiras, o movimento foi alavancado por jovens alheios a bandeira política, como o publicitário Rafael Guedes, 28.

Filho de militar, Rafael mora há cinco anos em Manaus. A cidade é a terra natal da mãe dele. “Mas me sinto da terra também”, conta o jovem. O publicitário diz que trabalha como freelancer, e sua participação na mobilização na capital se deu por acaso.

“Em fevereiro, eu tinha criado uma fan page (“Proteste Manaus”). Alguns grupos que começaram a mobilizar as manifestações, que conheciam a fan page, me procuraram, e pediram para eu ajudá-los na mobilização pelas redes sociais”, conta Rafael.

O publicitário conta que antes de aceitar o convite, procurou saber se os grupos tinham algum envolvimento com partidos políticos. “Fui em algumas assembleias e vi que, naquele momento, não havia nada partidário. Por isso ajudei”, afirma Rafael.

Além dos movimentos em Manaus, Rafael conta que também tem ajudado a difundir na Internet as ideias do conselho de cidadãos de Coari. “Mas não recebo nada por isso. Faço porque tenho amigos em comum na cidade que me chamaram para ajudar”, explica o publicitário.

A pedido do Conselho de Cidadãos de Coari, Rafael disse que criou uma petição na Internet (www.avaaz.org) para pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a julgar recurso contra decisão da Justiça Eleitoral do Amazonas que permitiu que Adail Pinheiro (PRP) se candidatasse e fosse eleito prefeito do município em 2012. A meta é conseguir 100 mil assinaturas. Até ontem, 225 pessoas tinham apoiado o movimento.

Manifestação em Iranduba

A Comissão Organizadora da Manifestação em Iranduba prepara um segundo ato no município para amanhã. Segundo os membros da comissão, as pautas das reivindicações, dessa vez, serão o nepotismo e a falta de investimentos na área de segurança.

“O CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do município é só para cadastrar Bolsa Família. Mas a gente sabe que vem dinheiro para aplicar em programas e projetos”, afirma a publicitária Danielly Nilo Silva, 31.

Danielly é natural de Iranduba, mas mora no município somente há um ano. A publicitária disse que o movimento não tem nenhum vínculo com partidos políticos. “Minha luta é apartidária”, afirma. O grupo tem uma página no Facebook para organizar e divulgar as manifestações na cidade.

Muitos gritos e pauta comum

Seguindo o exemplo de Manaus, os Municípios de Rio Preto da Eva, Coari, Manacapuru e Maués também foram palcos de manifestações nas ruas. Maués se prepara para fazer um novo ato, no dia 19. Em Manaus, há mobilização na Internet para novas manifestações no dia 11.

Na manifestação de Rio Preto da Eva, aproximadamente cem pessoas gritaram nas ruas conta a corrupção, má utilização dos recursos públicos, falta de transparência administrativa, de responsabilidade social, perseguições políticas e falta de qualidade nos serviços básicos como saúde e educação.

Em Coari, a pauta foi a corrupção na administração pública. Os manifestantes também se queixaram da falta de liberdade e por mais Justiça no município. Já em Manacapuru, o grito foi por investimentos em saúde e educação.

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