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Waldívia diz que vai dedicar 100% de seu tempo livre para prestar esclarecimentos ao TCE-AM

Em parecer, Ministério Público de Contas afirma que houve irregularidades e superfaturamento de R$ 20 milhões em contratos da Seinfra 02/10/2015 às 22:04
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Waldívia: 'Tenho toda a documentação das obras e vou cuidar pessoalmente de toda informação pedida pelos órgãos'
aristide furtado Manaus (AM)

Um dia depois de deixar o comando da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), a engenheira Waldívia Alencar afirmou ontem (2) que dedicará 100% do seu tempo para prestar todos os esclarecimentos que forem solicitados pelos órgãos de controle a respeito de sua gestão. “Já organizei na minha casa uma sala para servir de escritório. Já estou à disposição do TCE ou do Ministério Público. Vou passar cinco dias no Círio de Nazaré e depois volto. Não terei sábado, domingo ou feriado. Tenho o interesse de resolver qualquer pendência. É o meu nome e a minha conduta que estão em jogo”, disse.

Ontem, dia em que a secretária foi exonerada pelo governador José Melo, A CRÍTICA publicou parecer emitido pelo Ministério Público de Contas, órgão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que opina pela reprovação da prestação de contas da Seinfra do ano de 2013. No parecer, o procurador Ruy Marcelo afirma que houve irregularidades graves e superfaturamento de R$ 20 milhões em 16 contratos da Seinfra.

“Como sou engenheira e tenho toda a documentação das obras da minha gestão vou cuidar pessoalmente de toda informação pedida pelos órgãos de controle. E vou contratar um advogado para cuidar da parte jurídica”, explicou a ex-secretária.

Com 31 anos de carreira no setor público, Waldívia estava há seis à frente da secretaria que administra as obras do Governo do Estado. Ela assumiu o posto em setembro de 2009. E atuou no final da gestão do ex-governador Eduardo Braga (PMDB), em toda a gestão do ex-governador Omar Aziz (PSD)  e em dois anos da de José Melo (Pros). “Sou a primeira mulher a assumir o comando dessa secretaria. Venho de uma família humilde. Cheguei onde cheguei por esforço. Não por indicação”, disse engenheira que faz parte do quadro efetivo da Cosama.

Waldívia  afirmou que, em sua gestão, não houve desvio de recursos públicos. “Com a equipe que eu tinha, e da forma que fiscalizamos as obras públicas é impossível ter desvio de dinheiro público”, disse. Em relação às irregularidades apontadas pelo TCE, a ex-secretária afirmou que o processo de análise das contas envolve a constante apresentação de informações. Como se trata de um volume grande de contratos e obras em alguns casos há inconsistências que são esclarecidas à medida que o gestor apresenta a documentação exigida, o que ela disse que se dedicará a fazer. 

Ex-secretária diz que puniu empresas

Ao ser questionada sobre eventuais irregularidades em contratos de obras,  ex-secretária de Infraestrutura Waldívia Alencar disse ontem que sempre atuou com rigor diante de irregularidades. Afirmou que, em alguns casos, empresas sem a qualificação adequada participam e vencem licitações. “Fui a primeira secretária que notificou, multou e deixou sem licitar por dois anos algumas empresas, que não cumpriram com os termos do contrato”, disse Waldívia.

Uma das empresas citadas por ela foi a Mundi, que foi multada e teve o contrato de construção do 16º Distrito Integrado de Policia (DIP) desfeito por não ter concluído os trabalhos. “A Mundi não tinha o suporte necessário para realizar a obra. Por isso abrimos o processo administrativo. Outra que também foi multada na minha gestão foi a Construcon, que fez uma série de obras em Presidente Figueiredo, e a KPK, que não concluiu obras em municípios do Alto Solimões”, explicou.

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