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Wilker Barreto afirma que mudança no horário do comércio é apenas uma ideia em debate

Presidente da CMM tranquilizou os lojistas, que estão preocupados com a possibilidade da mudança. Para Ralph Assayag, o trânsito é um problema do poder público, não dos lojistas 20/05/2015 às 20:26
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O trânsito é um problema do poder público, não dos lojistas, afirma Ralph Assayag
ACRITICA.COM Manaus (AM)

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), tranquilizou os dirigentes e associados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL) e da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL/AM), na tarde desta quarta-feira (20), de que nenhuma mudança no horário de funcionamento do comércio no centro da cidade será adotada de maneira açodada, sem uma ampla discussão com todos os segmentos diretamente interessados e envolvidos. As informações são da diretoria de comunicação da CMM.

“A Câmara discute a cidade de Manaus e seus problemas de forma responsável e madura. O que existe sobre a propalada mudança no horário de funcionamento do comércio, para desafogar o trânsito na área central, é apenas uma discussão de tribuna não havendo, portanto, nenhum perigo de se promover uma alteração radical sem que se debata as implicações e as suas consequências”, informou Wilker Barreto ao participar, juntamente com outros nove vereadores de uma reunião-almoço na sede da CDL.

A proposta de mudança no horário do comércio, que foi adotada em outras capitais brasileiras para dar fluidez ao trânsito, surpreendeu os empresários do setor, que não escondem a preocupação com a possibilidade de serem forçados a reduzir seus quadros de funcionários em um momento em econômico adverso. Isso foi demonstrado pelos presidentes da Câmara de Dirigentes Lojistas, Ralph Assayag; da Federação dos Dirigentes Lojistas do Amazonas, Ezra Azury Benzion; lojistas e representantes de classe que estiveram presentes ao encontro.

Sem pressa

Depois de esclarecer aos presentes que a Câmara Municipal tem sido muito dinâmica na abordagem e discussão dos problemas da cidade, e que Manaus sente as consequências de ser uma metrópole, Wilkerinsistiu que não tem a menor possibilidade de os vereadores agirem com precipitação na abordagem de um assunto que sequer é pauta da CMM

“Houve uma proposta debatida durante uma audiência pública em plenário. Sequer existe um projeto formalizado. Não tomaremos uma qualquer decisão de afogadilho, sem que primeiro se debate amplamente com os segmentos envolvidos, a fim de esgotarmos todas os questionamentos e consequências decorrentes da medida”, afirmou.

Wilker Barreto convidou a Câmara de Dirigentes Lojistas para participar das discussões sobre o Plano de Mobilidade Urbana, que entrará em pauta no início do segundo semestre, no mês de julho, que será um programa de política pública da cidade de Manaus pelos próximos dez anos.

Ele salientou, ainda, que o legislativo municipal não abre mão da sua competência de legislar; disse que na próxima semana a Câmara Municipal vai discutir com os bancos o cumprimento da lei das filas; vai tratar da questão dos estacionamentos; e confirmou a digitalização e informatização de todo o processo legislativo da casa.

O vereador Elias Emanuel considerou fundamental e preponderante o diálogo da CDL e da FCDL/AM com a Câmara e, em nome da liderança do prefeito Arthur Neto (PSDB), assegurou que nenhuma mudança no horário de funcionamento do comércio será feita sem que haja uma ampla discussão com todos os segmentos interessados.

Desemprego

Ralph Assayag recorreu às dificuldades por que passa o Pólo Industrial de Manaus, com elevado índice de desemprego e queda na produção das fábricas, para assegurar que o momento não é o mais adequado para se promover mudança no funcionamento das lojas, principalmente se for para desafogar o trânsito na área central da cidade.

“O trânsito é um problema do poder público, não dos lojistas. Não temos a capacidade de mudar um caminho que o público quer e está acostumado”, afirmou, esclarecendo que a CDL está fazendo uma campanha entre os lojistas, pedindo-lhes que não reduzam seus quadros de funcionários e que as vagas de emprego sejam mantidas.

A cidade de Manaus, segundo Assayag, possui atualmente 36 mil lojas, que empregam 375 mil pessoas com carteira assinada. Só no último trimestre do ano de 2014 foram inaugurados 600 novos estabelecimentos comerciais. Além disso, provém do comércio 55% da arrecadação do Estado .A alteração no horário de funcionamento, segundo ele, poderia acarretar a demissão de ao menos 30% no número de empregados.

Apoio

O empresário Jaime Benchimol defendeu que se concentrem esforços para se inserir Manaus entre as melhores cidades para se empreender. “Precisamos unir esforços para tornar a nossa cidade atrativa para os investidores externos”, declarou. Já Antonio Azevedo, diretor da CDL, apontou a falta de liberdade como uma das causas para a crise do país. Ele é contrário à mudança de horário, “porque não se deve tolher a liberdade do consumidor.

Paulo César Queiroz pediu apoio dos vereadores para implementar um projeto, que visa o recolhimento das garrafas de pets que são atiradas nas ruas e igarapés. A ideia é que essas garrafas sejam deixadas em locais determinados e instituições de caridade como o Abrigo Moacir Alves e outras a serem selecionados, onde Paulo César de propõe a comprá-las e dar destinação adequada. As próprias escolas da rede municipal de ensino, conforme sugestão do presidente Wilker Barreto, poderiam servir como locais de recolhimento.

Também participaram da reunião com os lojistas os vereadores Hiran Nicolau, Glória Carrate, Therezinha Ruiz, Walfran Torres, Joelson Silva, Alonso Oliveira, Marcelo Serafim e Felipe Souza.

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