Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
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Yes, temos mini shoppings

Nem só de grandes shopping centers vive o comércio de Manaus. A versão menor deles não para de crescer



1.jpg O conjunto Vieiralves tem certa tradição no segmento de mini shoppings
21/09/2013 às 13:32

Os mini shoppings estão em franca expansão em Manaus, assim como as famosas galerias. Elas constituem verdadeiro atrativo para o consumidor local que busca praticidade e várias opções em um só lugar.

Recém inaugurado na Avenida São Jorge, o São Jorge Center, comporta 10 lojas de 25 metros quadrado (m2), e trouxe a área diversos produtos e serviços que antes eram carentes no bairro. “Há anos tinha a ideia de tirar esse projeto do papel, no ano passado a oportunidade surgiu e não pensei duas vezes”, disse o empresário Volnei Menezes.

De acordo com ele a ideia surgiu quando percebeu a deficiência de diversos serviços. Entre eles, clínicas de estética, salão de beleza, confecção e acessórios e até mesmo farmácia. “Antes mesmo de colocarmos uma placa de aluga-se já tínhamos mais de 30 empresários interessados”, disse.

Outro que viu nesse segmento oportunidades de negócios foi o empresário Jaime Benchaya Filho, que investiu aproximadamente R$ 200 mil, em um espaço que já possuía há 20 anos no Centro da cidade. “Preservei a arquitetura e apenas fiz uma adaptação comercial”, disse o proprietário a Galeria Chaya, localizada na Saldanha Marinho e inaugurada em novembro do ano passado.

Em uma área de 380m2, possui 20 lojas, que variam de 15 a 30 m2, com aluguel médio de R$ 1.500. A maior parte dos negócios na galeria é do segmento de calçados e confecções. Além disso, quadros com imagens da Manaus Antiga são uma atração de quem entra pela primeira vez no centro de compras, que atraia diariamente em média 300 clientes.

Benchaya conta que no início do projeto pensou que o local, confortável, poderia se tornar uma alternativa para muitos camelôs saírem da informalidade, mas para seu espanto se tornou uma oportunidade para quem desejava expandir seu negócio, principalmente para pequenos empresários de áreas afastadas da cidade. “Em menos de um ano, a loja Doce Desejo já pediu uma loja maior por conta da demanda”, informou.

Para Michele Rodrigues, proprietária da sapataria Doce Desejo, segurança é um diferencial para o empresário que opta pelo mini-shopping ao invés de uma loja de rua. “Aqui tem lanchonete, restaurante e o cliente se sente seguro para transitar”, observa a empresária, que acrescenta que outra vantagem é o espaço ser mais barato comparado a um grande shopping.

A funcionária pública, Maria do Socorro Pereira, conta que o conforto dos mini-shoppings e o atendimento é o que atrai a clientela exigente.

Camelôs vão de centros

Há pouco mais de um mês, os camelôs pediram que o prefeito de Manaus Artur Neto concedesse cem dias para que eles fizessem o levantamento de possíveis imóveis onde desejam ficar localizado os Centros de Comércio Popular (CCP). Serão indicados oito prédios, todos localizados no Centro da cidade e maioria hoje se encontra abandonado, embora tenha proprietários.

Um dos possíveis lugares deverá ser o prédio onde funcionava um bingo, na rua Theodoreto Souto. Outro imóvel, na rua Marcílio Dias, perto do antigo correio, também está na mira, além de um que fica na Avenida 7 de Setembro, próximo a praça Helidoro Balbi.

O valor atual de cada imóvel desejado não foi revelado, mas os CPPs custarão R$ 45 milhões aos cofres do município, provenientes do Fundo Municipal de Fomento à Micro e Pequena Empresa (Fumipeq).

A intenção é que, além do espaço dos vendedores, os centros comerciais também possuam loteria e praça de alimentação.



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