Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Garimpo ilegal

Zé Ricardo: 'Não sei se destruir e incendiar balsas é o melhor caminho'

Deputado defende inclusão das famílias de garimpeiros em programas sociais. No plenário da Câmara, Zé Ricardo disse que vai enviar documento ao Ministério de Cidadania e ao Governo do Estado solicitando inclusão das famílias



Sem_titulo__12__9D616DA4-B5AE-4E57-B973-0CA6A141BD55.jpg Foto: Arquivo/AC e André Borges/Estadão
30/11/2021 às 16:10

O deputado federal Zé Ricardo (PT/AM) anunciou nesta terça-feira (30), no plenário da Câmara Federal, que vai enviar documento ao Ministério de Cidadania e ao Governo do Estado solicitando o imediato cadastrado de garimpeiros ilegais que atuavam na comunidade de Rosarinho, em Autazes nos programas de assistência social. O deputado afirma que por eles estarem sendo explorados, é necessário que o Estado providencie algum auxílio financeiro para seu sustento e renda.

Zé Ricardo defende que muitas famílias pobres entram nessa atividade por falta de alternativas econômicas, em decorrência da ausência de políticas públicas voltadas para a geração de emprego e renda, o que deixa muitos ribeirinhos desassistidos pelo Poder Público. De acordo com a Polícia Federal, foram incendiadas cerca de 131 balsas ilegais durante operação no último sábado (27).

“Nós vimos agora a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e o Ibama realizarem operação para coibir a garimpagem no rio Madeira. Não sei se destruir e incendiar balsas é o melhor caminho, pois algumas pertencem às pessoas daquelas comunidades ao longo do rio. Estamos vendo centenas de famílias que estão desamparadas, abandonadas, sem direitos, na miséria e passando fome. Basta visitar os municípios de Novo Aripuanã, Manicoré, Humaitá, Autazes e outros que se constata tudo isso. É necessária uma ação do poder público para amparar e cuidar dessas pessoas. Está na hora do Governo Federal e do Governo do Estado terem políticas de geração de renda e trabalho para o interior do Amazonas e, principalmente, aos municípios da Calha do Madeira”, destacou.



Uma ajuda financeira a essas famílias, defende o deputado, é de extrema necessidade, sobretudo, neste período de final de ano e ainda de pandemia. Mas ele também destaca que não se pode esquecer a responsabilidade dos governos com a prática ilegal de mineração, uma vez que, até hoje, nunca foi regulamentada e nem debatida de forma aprofundada. Além do que existem grandes interesses nessa atividade, atingindo a população sofrida do interior do Amazonas.

“Por isso, é urgente cobrar para que o governo dê alternativas econômicas para que essas famílias tenham atividades remuneradas, evitando também graves impactos ao meio ambiente”.

As prefeituras de Autazes e Borba montaram centros de atendimento social para famílias dos garimpeiros ileigais. As prefeituras defendem o início da regulamentação da atividade garimpeira. A reportagem entrou em contato com o Governo do Amazonas sobre o posiconamento assistencial diante dos relatos de moradores nestes municípios, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

*Com informações da assessoria

News portal1 841523c7 f273 4620 9850 2a115840b1c3
Jornalismo com credibilidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.