Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020
MANIFESTAÇÕES

Zona Leste de Manaus terá ato de movimento negro e indígena neste domingo (7)

Ato “Vidas Negras e Indígenas Importam” é marcado para acontecer na Zona Leste, com concentração às 15h30, nas rotatória do bairro Jorge Teixeira



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05/06/2020 às 13:48

“Estamos em luta, há séculos, contra o extermínio da juventude negra e o genocídio do povo negro e indígena”. Jéssica Dandara comunicadora e ativista do movimento negro em Manaus traz sua fala um dos muitos motivos que levaram movimentos sociais a se organizarem e promoverem o “Ato Vidas Negras e Indígenas Importam”, neste domingo (07/06).

Com concentração às 15h30, na rotatória do bairro Jorge Teixeira, localizada na zona leste da capital, e caminhada até o terminal de integração 4 (T4) às 16h, o ato tem o propósito de denunciar a violência contra corpos negros e indígenas.



Dados do Atlas da Violência, apontam que no Brasil a cada 23 minutos um jovem negro é assinado por arma de fogo, o que totaliza 63 mortes por dia e 23 mil vidas negras ceifadas por ano, em decorrência de violência letal.

“Manaus também é diariamente vitimada por essa violência, sendo a zona leste, mais especificamente o Jorge Teixeira, o bairro de maior mortalidade da juventude negra em nossa cidade, junto a essa realidade, temos o estado com maior presença indígena no país, presença de muita luta e resistência desde que suas terras foram invadidas”, destaca Jéssica Dandara.

Já no Amazonas, números do Atlas da Violência registrou no ano de  2007, registrou 715 homicídios. Em 2017, este número saltou para 1.674. Ainda conforme o mapa, nos últimos 10 anos houve o aumento de 134,1% de homicídios. A maioria das vítimas, jovens negros com idades entre 15 e 29 anos.

Para Lamartine Silva, ativista do movimento hip hop, a manifestação é uma  resposta a essa situação de constante mortalidade juvenil negra.

“A juventude negra da periferia, que se encontra em estados de vulnerabilidade racial e social, são as principais vítimas dessa política e estado da morte, os movimentos de periferia, movimentos culturais negros, lgbts, negros, movimentos juvenis negros, povo de terreiro, hip hop, slam, etc, irão gritar em alto e bom som, não à mortalidade juvenil negra, as vidas negras e indígenas importam. O grito antifascista desses movimentos é um grito em prol da luta racial em prol da luta antirracista. Nenhum passo atrás, poder para o povo  preto, parem de nos matar!”, conclui.

Em Manaus, o ato protagonizado por movimentos sociais, é uma ação coletiva composta por diversos grupos: Fórum de Juventude Negra;

Coletivo Ponta de Lança; Grupo Picolé da Massa; Projeto Direito à Memória; Cúpula 092; Marginal Letrandos; Kizomba; Coletivo Enegrecer;

Associação Nossa Senhora da Conceição; Núcleo de Pretas, Pretos e Povos de Terreiro - Quilombo Petista; Ocupa Minart; Problema Entretenimento;

Esse É o Nosso Norte; Coletivo Florescer; MMM/ Gepos; Portal do Movimento Popular; Rede Feminismo na Amazônia.

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