Sexta-feira, 30 de Outubro de 2020
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Adaf comemora reabertura do mercado pecuarista

13 municípios amazonenses e parte de Tapauá estão aptos a comercializar bovinos e bubalinos para outros estados do Brasil a partir de 1º de setembro



nelores_2__D51DE040-B91D-48E8-969D-D056C68CB7DD.jpg Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
24/08/2020 às 20:23

“O mercado nacional está aberto”, celebrou Alexandre Araújo, diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) sobre o reconhecimento que permitirá a ampliação de mercado para pecuaristas na região Amazônica. 

Agora, o Amazonas pode comercializar bovinos e bubalinos para todos os estados do Brasil, exceto Santa Catarina, que exige o reconhecimento internacional. 



Neste mês, 13 municípios amazonenses e parte de Tapauá receberam status sanitário de zona livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento veio por meio da  Instrução Normativa nº 52, assinada pela ministra Tereza Cristina Dias.

"A instrução normativa passa a vigorar a partir de 1º de setembro e abre o mercado nacional para os estados livres de febre aftosa sem vacinação. (...) Isso significa que o comércio de animais, produtos e subprodutos entre estes estados estará liberado”, explicou o presidente da Adaf. 

Além do Amazonas, também estão neste primeiro bloco do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa, os estados do Acre, Rondônia e áreas do Mato Grosso. Também foi incluído no documento o reconhecimento de zonas livres de aftosa sem vacinação para os estados do Rio Grande do Sul e Paraná.

Municípios

Os municípios do Amazonas que poderão exportar carne para outros estados do Brasil são: Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini, Guajará, Envira, Eirunepé, Ipixuna, Itamarati e parte de Tapauá. 

Estes 13 municípios reúnem mais de 65% do rebanho do Amazonas. Ao todo, são 1.020.096 cabeças de gado, entre bovinos e bubalinos.

Próximo passo

“O próximo passo que nós estamos perseguindo é o reconhecimento internacional”, apontou o titular da Adaf.

Para que isso aconteça, serão realizadas auditorias, inclusive da Organização Mundial da Saúde Animal - também conhecida pela sigla OIE. A previsão da Adaf é que o reconhecimento internacional aconteça em maio de 2021. 

“Ocorrendo o reconhecimento internacional, nós ampliamos este mercado, porque nós estaremos aptos a exportar para qualquer país do mundo que queira comprar animais, produtos e subprodutos oriundos do nosso estado”, acrescentou. 

Ambientalistas 

De acordo com o Greepeace, o principal motor de desmatamento da Amazônia é a cadeia produtiva da pecuária. Segundo a organização, pelo menos metade dos frigoríficos que atuam na região ainda não assumiu qualquer compromisso de monitorar seus fornecedores. Isso significa que, todos os dias, pelo menos 18 mil cabeças de gado são abatidas na região sem qualquer controle ambiental.

Repórter de A Crítica

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