Quarta-feira, 30 de Setembro de 2020
TURISMO

Coletivo de 26 empresas ajuda quem perdeu viagens em razão da pandemia

Pensando neste público, 26 empresas do segmento se uniram para formar o grupo Agentes de Viagens Manaus. O coletivo tem caráter social e promove ações em prol da classe, a fim de coibir abusos e desrespeitos causados por serviços oferecidos online, com custo menor



airport-2373727_640_9787062F-6776-4906-92AE-83DCE26B33F6.jpg Foto: Reprodução
09/06/2020 às 13:35

Pessoas tque tinham passagens agendadas para os meses de março, abril e maio, tiveram bastante dor de cabeça para remarcar as datas dos voos. A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) frustrou vários planos de viagem.

Pensando neste público, 26 empresas do segmento se uniram para formar o grupo Agentes de Viagens Manaus. O coletivo tem caráter social e promove ações em prol da classe, a fim de coibir abusos e desrespeitos causados por serviços oferecidos online, com custo menor.



Os agentes atuam explicando a importância dos trabalhos das agências e propagando informações que ajudem as pessoas a resolverem impasses com companhias aéreas e serviços de hospedagem.  “A gente viu que precisa valorizar a nossa profissão”, conta Karen Peixoto, uma das idealizadoras do projeto. 

Compras online

Karen explica que a praticidade pode custar caro. “O cliente desiste de comprar com um agente de viagens, tendo a ilusão de que a praticidade de compra e o preço baixo sejam mais vantajosos, sem pensar nas consequências futuras”, relata. 

Durante a pandemia da covid-19, onde de uma hora para outra os voos tiveram que ser cancelados, houve um grande congestionamento nos telefone, nos chats dos sites de vendas de passagens aéreas e nos guichês dos aeroportos, com clientes tentando remarcar seus bilhetes promocionais comprados. Esses clientes ficaram horas na espera para resolver seus problemas e muitos deles ainda não conseguiram resolver.

Agências

Karen afirma que o contrário aconteceu com os clientes que compraram nas agências, pois estes entraram em contato com seus agentes de viagens, pediram as suas remarcações e cancelamentos. Os agentes fizeram todo o serviço sem que o cliente precisasse sair de casa.

A importância deste profissional está atrelada ao fato de que é a pessoa capacitada para encontrar as melhores opções para os clientes, assessorando desde a escolha do seu destino ao planejamento, dando informações, tirando dúvidas e fechando sua viagem até o pós-venda.

O trabalho só termina quando o cliente retorna à sua cidade de origem. Além disso, o cliente possui total assistência em casos de contratempos. 

Pós-pandemia

A agente de viagens afirma que no pós-pandemia, os profissionais de turismo serão ainda mais importantes na escolha do destino. Além de oferecer parcerias com hotéis e companhia, estes poderão indicar os destinos mais seguros e as hospedagens que adotaram fortes medidas de segurança contra o vírus. “Vai ser uma uma nova forma de viajar, a gente vai continuar fazendo nosso trabalho, que é orientar o cliente a ter uma melhor experiências”, afirma. 

Sufoco

A bacharel em direito, Kimberly Carvalho, 24, passou por muito aborrecimento até conseguir remarcar  sua passagem. Ela mora em São Paulo e precisava vir para Manaus colar grau na universidade onde fez seu curso.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Ela tinha uma passagem marcada para o mês de março.  Por conta da pandemia, tentou agendar outra data, mas teve muita dificuldade com isso. “A central de atendimento da linha aérea estava sobrecarregada. Fiquei tentando ligar uns três dias seguidos, fiquei quase uma hora na linha esperando por um atendente”, relata. 

A companhia acabou remarcando automaticamente a viagem. Porém, com uma troca de destinos. "Estou bem frustrada com os cancelamentos dos voos, tive muita dor de cabeça", desabafa.

Prejuízo

Especialistas afirmam que o turismo é de longe um dos segmentos mais afetados pela Covid-19. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram um prejuízo de quase R$ 12 bilhões desde o início da pandemia. 

O Observatório de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (Observatur UEA) realizou no período de 17 a 24 de abril, a pesquisa do Turismo Frente à Covid-19, com o objetivo de apresentar um raio-x dos impactos da pandemia neste setor.

A pesquisa identificou que a atuação dos guias de turismo cobre 54 municípios do Amazonas, com concentração de 90% em Manaus. Entre os três principais segmentos, 74% dos guias atuam com o ecoturismo, 70% com o turismo cultural, 42% com o turismo de aventura.

Com a pandemia do novo coronavírus, o percentual de impacto gerado no faturamento destes foi de 25% a 100%. O mês de março indica os piores índices, com percentual de aumento do endividamento para 52%.

Orientação é fundamental

A administradora Regiane Colares, 49, organizou sua viagem para Nova York com a ajuda de uma agência. Ela já havia viajado para os Estados Unidos por conta própria, porém se sentiu mais segura contando com ajuda profissional.

O principal motivo que a levou a buscar por um intermediário foi a falta de tempo para planejar todas as etapas da viagem. “Eu tinha dúvidas e pedi que ela me orientasse. Quando a gente não sabe para onde ir, eles vão dizendo para nós o que é o melhor”, compartilha. 

A compra com o auxílio de uma agência fez toda diferença. “Quando eu já estava viajando, a agência foi muito solicita. Qualquer horário que eu falava com a agente, ela falava comigo, me respondia. Me senti segura”, contou. 

Quando voltou de viagem, comprou outra viagem com a agência, desta vez para São Paulo. O voo era no dia 30 de março, mas por conta da pandemia, precisou ser adiado. “A agência me mostrou as possibilidade e eu decidi viajar depois”. Tudo foi resolvido sem estresse.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Repórter de A Crítica

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