Sábado, 30 de Maio de 2020
CARREIRA

Amazonense pesquisa trajetória de brasileiros no Vale do Silício

Silvana Aquino fez um mapeamento dos talentos e das histórias de brasileiros que conseguiram o sonho de trabalhar no polo de tecnologia mais disputado do mundo



1582658_23694095-391D-46BE-8145-563A07550009.jpeg Silvana Aquino é especialista em Recursos Humanos com 20 anos de experiência e hoje vive nos Estados Unidos / Foto: Arquivo pessoal
10/03/2020 às 17:21

O Vale do Silício é um verdadeiro sonho para quem trabalha na área de tecnologia. Apple, Facebook, Google e Microsoft são só alguns dos empreendimentos que têm sede nesta região, que é uma das maiores aglomerações de empresas com domínio de tecnologia de ponta do mundo.

“Chegar lá” não é fácil, ainda mais sendo brasileiro. Silvana Aquino, 46, amazonense, dona de uma franquia de intercâmbio e uma curiosa incansável, decidiu descobrir o que estes brasileiros tinham de tão especial.



Durante um intercâmbio, ela mudou para a parte sul da Baía de São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos, e se aprofundou na pesquisa, a fim de saber como estas pessoas conseguiram chegar à região que é a maior referência em tecnologia do mundo, com salários de no mínimo US$ 5 mil dólares por mês.

Perfil demográfico

Uma das primeiras coisas que Silvana quis saber sobre os brasileiros do Vale do Silício foi a região brasileira de onde eles vinham. O resultado apresentou nos primeiros lugares São Paulo e Rio de Janeiro. Seguidos de Paraná, Minas Gerais e Ceará.

Infelizmente, entre as pessoas que Silvana entrevistou, não havia nenhuma pessoa do Norte do País. “Com certeza têm pessoas do Norte, mas não consegui entrevistá-los para a pesquisa”, informou.

Soft Skills

Com base no relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, Silvana quis saber quais eram as soft skills que estes brasileiros mais consideravam necessárias no Vale do Silício.

Como o nome sugere, soft skills é um termo em inglês usado por profissionais de recursos humanos para definir habilidades comportamentais, competências subjetivas difíceis de avaliar, como flexibilidade, criatividade e resiliência.

“Com base nas características apontadas pelo Fórum Mundial Econômico, perguntei a eles quais eram as soft skills que eles mais identificavam como exigidas no ambiente de trabalho do Vale do Silício”, explica Silvana.

O resultado apontou em primeiro lugar a capacidade de ter pensamento crítico. Em seguida colaboração. Em terceiro lugar ficou a habilidade tecnológica - que não surpreende, uma vez que se trata do Vale do Silício. E em quarto lugar ficou inteligência cultural e diversidade, que tem muito a ver com as discussões em alta no mundo contemporâneo.

Inspiração

Se o seu sonho é o Vale do Silício, a história da Ana Cristina Nickolayeva, 52, pode te inspirar. A brasileira trabalha na área de tecnologia da informação, com suporte a clientes da Oracle Corporation - uma empresa multinacional de tecnologia e informática dos Estados Unidos, especializada no desenvolvimento e comercialização de hardware e softwares e de banco de dados.

Segundo Ana Cristina, ela nunca havia sonhado em morar nos Estados Unidos. Tanto que sua formação foi toda no Brasil. “Eu sempre gostei muito do que fazia, sempre gostei muito do Brasil”, conta.

Cristina começou trabalhando em multinacionais no País. Como resultado de um bom trabalho executado durante anos, ela recebeu a oportunidade de trabalhar nos Estados Unidos.

“Isso foi em 1998, naquela época era incomum alguém ser convidado para trabalhar nos Estados Unidos, por isso eu decidi aceitar”, conta Cristina.

A insegurança com o inglês foi uma grande questão no início. Além disso, algumas pessoas não a respeitarem por ser brasileira, conta ela. Ao ponto de que em reuniões de trabalho, uma pessoa não a deixava falar e a interrompia, sob a justificativa de que brasileiros só gostavam de ir à praia pelados e de festejar. Curiosamente, poucos anos depois, ela de tornou a gerente desta pessoa.

Para quem quer seguir os mesmo passos que ela, Cristina aconselha, em primeiro lugar, que aprenda outro idioma. “É muito importante que a pessoa veja qual é o melhor lugar para sua profissão, para sua meta de vida”, diz.

Outro fator importante é se manter atualizado e ser sempre uma “esponja de conhecimento”. “Esteja aberto a conhecimento, mesmo que seja um coisa pequena”, conclui.

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