Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Solução Habitacional

Amazonense cria empresa de coliving pioneira na Inglaterra e Portugal

Conheça a história de Williams Johnson Mota. Os modelos de moradia compartilhada são uma opção para quem busca uma moradia de baixo custo e troca de experiências



WILIAMS_39AD1D3E-C378-422E-BEA8-1E6DC5E738BF.jpg Foto: Arquivo Pessoal
20/10/2019 às 14:57

Ao contrário do que se imagina o aumento do custo de vida não é uma exclusividade do Brasil. Nos Estados Unidos e na Europa cada vez mais jovens buscam formas de baratear as despesas com aluguel ou compra de imóveis, aderindo a um novo conceito de moradia compartilhada, popularmente conhecido como  coliving.

Há  dois anos e meio o amazonense Williams Johnson Mota e sua esposa  Silvia Grattieri apostaram nesta ideia. Que foi considerada pela consultoria internacional Price Waterhouse Coopers como uma das iniciativas que possuem o  maior potencial de investimento e crescimento na Europa.



Williams deixou Manaus aos  18 anos em busca de uma vaga Universidade de Westminster, na Inglaterra, onde viveu por 25 anos com a esposa e os dois filhos, e  cursou  BA (Hons) em Planejamento Estratégico Urbano.

“Quando falava que havia me candidatado a faculdade as pessoas pensavam que eu era milionário ou louco principalmente quando dizia que era do Amazonas”, indagou Williams.

Ao seu currículo foi acrescido de duas pós-graduações na Universidade de Cambridge e na London Business School, uma das melhores do mundo, e recentemente mudou-se para Portugual para expandir o seu negócio.

Ao sair de Manaus Williams conta que a proposta era desbravar o mundo e sair da sua ‘zona de conforto’, buscando novos desafios pessoais.

O empresário diz que tem profunda gratidão aos valores que recebeu de seus pais e da avó materna Cibele Johnson. E completa ainda, dizendo com que em seu país natal ainda são poucas as famílias que apoiam a independência de seus filhos.

“Eu acordei um dia e sabia que era o momento de partir. Naquele momento eu me sentia muito comfortável com minha vida em Manaus. Tudo parecia muito previsível e isso me incomodava. Eu não me sentia desafiado, mas sabia que para saber do que eu era feito e realizar meu potencial, eu tinha que partir”, conta.

“Vejo que no Brasil e em Manaus a expectativa dos pais ainda se limita muito aos filhos entrarem na faculdade ou passar num concurso público e com isso estamos perdendo um geração de potenciais empreendedores que podem transformar nossa sociedade para melhor”, lamenta o empresário.

Um estilo de vida

A B-Hive Living (B-Hive) é uma construtora fundada por ele em 2016. Ela operadora empreendimentos de coliving, e esta posicionada entre as pioneiras do ramo na Europa.

A construtora está presente atualmente em cidades da Inglaterra e mais recentemente em Portugal, mas prospecta empreendimentos por toda a Europa.

“Ela foi criada por mim e pela minha esposa, Silvia Grattieri, para trazer uma solução diferenciada para o desafio da habitação para jovens profissionais em grandes centros urbanos.  A empresa começou há 2 anos e 5 meses na Inglaterra e agora estamos começando a expandir internacionalmente”, contou.

O coliving vem se destacando na Europa, pois esse modelo imobiliário concilia custo-benefício, flexibilidade, conveniência e um estilo de vida mais social em países que possuem um preços de habitação muito altos.

Os residentes podem optar por espaços menores que podem ser in-suítes ou apartamentos,  e ter ou não áreas compartilhadas maiores e de melhor qualidade e variedade, tudo isso a um bom preço.

“As pessoas gostam hoje de espaços dinâmicos e criativos e nós os criamos usando design, tecnologia e ingenuidade. Usamos espaços compartilhados, serviços e flexibilidade contratual, juntamente, com a convivência em comunidade e tecnologia, para criar um novo produto imobiliário e um novo estilo de vida”, explicou  Williams.

Saiba + Coliving

Pensando nas novas gerações e ganhando força mundialmente, os modelos de moradia compartilhada são uma opção para quem busca uma moradia de baixo custo e troca de experiências, a partir de iniciativas de uma economia  colaborativa.

Nos empreendimentos deste modelo é comum o uso de materiais mais ‘verdes’, e ainda a busca por energias  limpas como a  solar e captação de água da chuva. Medidas que reduzem o preço final das construções.

'Amazônia me abriu as portas'

Wiliams ainda contou que sua tragetória na Europa foi diferente da maior parte dos brasileiros que, na época, dificilmente buscavam uma formação acadêmica devido o alto custo de vida.

Ele ainda precisou lidar com as mais diferentes reações a sua origem amazônida. 

“O custo de vida e do ensino britânico era alto devido ao câmbio e muito menos acessível que os EUA, que era o destino da maioria dos brasileiros com objetivos acadêmicos. Quando falava que havia me candidatado a faculdade, as pessoas pensavam que eu era milionário ou louco, principalmente quando dizia que era do Amazonas”, conta.

“Tanto no meio acadêmico como empresarial internacional a minha origem amazônica sempre foi um motivo de destaque e curiosidade. O brand ‘Amazônia’ sempre me abriu portas em todo mundo. Todavia, hoje sou visto mais como estrangeiro que como brasileiro pois tenho dupla nacionalidade”, disse.

A vida profissional

Sua carreira internacional iniciou como co-fundador da consultoria de gestão e pesquisa internacional - Great Place to Work Institute (GPTW) na Europa e o Gerente Geral (Managing Director) na Inglaterra. A empresa e conhecida internacionalmente por publicar o ranking das melhores para se trabalhar em vários mercados incluindo o Brasil. Nossos clientes são marcas globais como a Microsoft, Google, Diageo e Goldman Sachs.

Williams é o primeiro estrangeiro a ser eleito Presidente da LEAD International – uma organização criada pela família Rockefeller e uma das maiores ONGs mundiais dedicadas a capacitação de líderes para o setor da sustentabilidade com uma rede global presente em mais de 90 países que conta com 12 escritórios internacionais.

Ele também foi membro do conselho administrativo em organizações internacionais como a Climate and Development Knowledge Network (CDKN). Uma iniciativa global, criada em 2010 para dar suporte aos países em desenvolvimento em buscar soluções para as mudanças climáticas.

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