Domingo, 07 de Março de 2021
Reorganização Financeira

Especialista lista dicas para organizar a vida financeira e começar 2021 com o pé direito

Planejamento é a principal ferramenta para a reorganização financeira



Sem_t_tulo_8BFEE958-B78E-47DD-9343-01E8EABA19F6.jpg Foto: Divulgação
18/12/2020 às 09:37

Com a proximidade do fim do ano, muitas pessoas aproveitam para elaborar as metas a serem cumpridas nos próximos meses. E um dos objetivos que está na lista da maioria dos brasileiros é o de organizar a vida financeira. Para conseguir alcançar o que deseja, é preciso planejamento. Por isso, o professor do curso de Administração da Faculdade Santa Teresa, Luís Cláudio Melo, lista algumas dicas para quem quer começar 2021 com o pé direito.

Segundo o professor, praticamente todos os trabalhadores estão recebendo a segunda parcela do décimo terceiro, portanto, essa é a hora de estabelecer prioridades para o gasto desse recurso. Se o objetivo é pagar dívidas, a dica é dar preferência para aquelas que oneram mais no orçamento doméstico ou que tenham cobrança de juros mais altos, como o cheque especial e cartão de crédito. Caso a meta seja liquidar ou amortizar empréstimos financeiros, o décimo terceiro é uma boa opção, já que o pagamento antecipado garante bons descontos. O mesmo vale para impostos como IPTU e IPVA.



De acordo com Luís Cláudio, se o trabalhador mantém suas dívidas em dia, e pretende gastar o décimo terceiro com as festas de fim ano ou até mesmo nas férias, é importante lembrar de guardar uma parte do dinheiro do décimo, evitando, assim, o aperto comum no momento em que o novo ano se iniciar.

Ele ressalta que se o décimo terceiro não estiver comprometido  com o pagamento de dívidas, a recomendação é aplicá-lo para o pagamento de despesas que ocorrem todo início do ano, como o pagamento de impostos, colégio e material escolar. Para não ter que utilizar empréstimos ou sobrecarregar o cartão de crédito, a dica é reservar pelo menos 50% do valor recebido para ser aplicado. “Como se trata de aplicação de curto prazo, o retorno pode não ser convidativo, mas pelo menos é uma forma de preservar o valor do dinheiro em função dos índices inflacionários”, frisou.

Luis Cláudio destaca que em 2020 o país viveu um cenário caótico em seu aspecto econômico, em função das incertezas ocasionadas pela pandemia que se alastrou no país. Para aqueles que não sofreram abalos em seu orçamento, e garantiram sua fonte de renda apesar da crise, a orientação é que mantenha as contas organizadas, procurando não se endividar mais do que seus ganhos permitem. Uma opção é escolher fazer  compras com pagamento à vista. Dessa forma, o consumidor pode inclusive obter descontos e outras vantagens financeiras.

Para quem sofreu um pouco mais com o orçamento apertado neste ano, a dica é identificar os principais pontos de estrangulamento sofridos durante esse período, ajustando o orçamento de modo a não sofrer mais com situações inesperadas. “A pandemia mostrou que o planejamento financeiro é a melhor saída para se manter durante períodos obscuros, já que garante, pelo menos, que as contas e sua própria subsistência financeira se mantenha. O momento pede uma  avaliação se realmente é necessário o consumo desenfreado. Se planejar para garantir uma qualidade de vida melhor no futuro é sempre a  melhor opção”, garantiu.

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