Sábado, 06 de Junho de 2020
PLANEJAMENTO

Educação Financeira chega à rede pública de ensino no País

Essa medida é vista como uma estratégia para que a longo prazo possa combater os índices econômicos negativos para o País como a inadimplência, por exemplo, que já alcança mais de 41% da população adulta brasileira



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10/03/2020 às 17:37

A partir desse ano a educação financeira será ofertada obrigatoriamente em toda nas redes de ensino pública e privada no Brasil. A nova competência será aplicada de acordo com as normas da Base Comum Curricular (BNCC) de maneira transversal agregada aos conteúdos de diversas disciplinas.

Essa medida é vista como uma estratégia para que a longo prazo possa combater os índices econômicos negativos para o País como a inadimplência, por exemplo, que já alcança mais de 41% da população adulta brasileira, segundo dados da Câmara Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Isso pode ser um indicativo da falta de planejamento financeiro das famílias.



As escolas da rede estadual de ensino já se preparam para essas mudanças e o Conselho Regional de Economia (Corecon) em conjunto com a Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc/AM) organizam um guia que irá colaborar para a inserção do estudo na grade curricular e na conscientização da população sobre a administração de suas finanças.

“Esse guia já existe em outros estados mas nós temos que construir com uma linguagem e com designer aqui do Amazonas”, explicou a conselheira do Corecon, Arlene Gomes.

Psicologia financeira

Muito mais do que simplesmente ensinar matemática o projeto ‘Educação financeira: ferramenta de mobilidade social’, buscará promover o ensino da psicologia financeira, disponibilizando profissionais do Corecon para ministrar palestras e aulas nas escolas.

De acordo a conselheira os brasileiros, principalmente os superindividados, agem por impulso sem medir as consequências de duas ações no futuro e recorrem, por exemplo, a realização de empréstimos a longo prazo para sanar um dívida e ficam mais endividados.

Com as noções de finanças sendo repassadas desde a infância, os alunos poderão se conscientizar da sua responsabilidade financeira e administrar seus gastos para alcançar objetivos.

“A criança vai entender que ela é dona do seu dinheiro. Com o pouquinho que guardar ela vai poder comprar uma bicicleta, por exemplo e vai poder construir seus sonhos, essa é a filosofia que está por trás d a educação financeira”, aponta a conselheira coordenadora do projeto.

A iniciativa poderá ser aplicadas em escolas estaduais, municipais e privadas. Um dos especialistas confirmados para as ações será a educadora e planejadora financeira pessoal, Andreia Saragoça que é especialista em psicologia financeira que já colaborou na formação de pessoas no Corecon do Mato Grosso.

Experiência bem sucedida

Professor levou para alunos de uma escola estadual na zona Norte de Manaus o projeto ‘Workshop de Educação Financeira’ Há dois anos a Escola Estadual Professora Ruth Prestes Gonçalves (Aldeia do Conhecimento), localizada na Zona Norte de Manaus, realiza o projeto ‘Workshop de Educação Financeira’ desenvolvido pelo professor de matemática Paulo do Anjos.

A ideia é ensinar aos alunos do ensino médio desde de noções básicas de orçamento doméstico até o funcionamento das grandes economias mundiais. No ano passado, 16 turmas participaram da iniciativa elaborando artigos com temáticas propostas pelo professor e apontando soluções que foram expostas para todas comunidade escolar.

“Eu disse para eles: Vocês irão sair da passividade e serão ativos na sociedade porque até então vocês apontam o problemas e agora vocês irão levantar essa problemática e irão apontar uma solução”, contou o professor.

Desses produtos foram apresentados estudos como a recuperação econômica de grandes países, proposições para a crise brasileira, empreendedorismo e soluções para gestão de recursos públicos.

Lições para a vida

Egressa da Aldeia, Jéssica Costa, disse que a sua dissertação sobre o sistema monetário nacional despertou o seu interesse para conhecer a fundo como funciona as operações da moeda brasileira.

A jovem ressaltou que sua participação em um projeto de educação financeira agregou mais do que uma competências escolar, mas também um aprendizado para vida .

“Fui a fundo, pesquisei em artigos científicos e sites fornecidos pelo professor. Percebi o quão importante foi estudar a educação financeira e como podemos aplicá-la no dia a dia, e até mesmo ajudarmos outras pessoas com tais informações”, contou a jovem.

Durante a última mostra foram expostos mais de 30 trabalhos avaliados por profissionais da área econômica e professores.

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