Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
METODOLOGIA

Método de reunião quebra hierarquia e estimula processo criativo

Com base na cultura e método a Ágil, a FPF Tech promove uma vez por mês as 'agilda', reuniões para integrar o time conforme grupos de interesse



agilda_8E6AE6D8-863B-44BE-BD8D-039554C745C7.JPG Junio Matos/Freelancer
08/10/2019 às 16:47

A melhoria do ambiente organizacional tem sido interligada com a melhoria do desempenho dos funcionários. Pensando em maneiras de estimular esse processo criativo, promover a integração da equipe e para um melhor rendimento dos seus colaboradores, a Fundação Paulo Feitoza (FPF Tech) aderiu há 12 anos a estratégias dos metódos agéis.

“Eu dou autonomia para a equipe se direcionar para um foco, então, eles decidem como irão se planejar utilizando as melhores práticas ou métodos que eles encontrem, que podem ser o Scrum, Kanban, Managerment 3.0 e Lean Startup. Temos um acompanhamento para as equipes e elas decidem o que é melhor para o contexto, sem necessariamente haver um microgerenciamento”, explicou o agilista Irlan Carlo. 



Dentre as atividades, a instituição conta também como rodas de conversas nomeada de Agildas, inspiradas em reuniões do Spotify (Guilda) que utiliza ágil. O propósito das agildas é integrar em comunidades os colaboradores que possuem os mesmos interesses, sejam eles profissionais ou pessoais, como conta o gerente de projeto, Alexandre Amorim.

“Temos comunidades de métodos ágeis, investimentos, bem-estar da alma, que falam de assuntos como depressão no âmbito mais pessoal, algumas falam sobre mini jardins, quem gosta de música pode tocar, e tem muita comunidade de fator profissional em que as pessoas trocam experiências sobre práticas que estão usando no dia-a-dia do trabalho”, falou.

Além disso , o modelo de gestão facilita o desempenho em todos os níveis hierárquicos, sendo adaptadas de acordo com cada rotina. Na direção, esta ação supre as necessidades de organização através do Kanban, que permite a fácil visualização dos projetos em andamento, que substitui antigas atividades proporcionando rapidez, conforme explicou o diretor executivo da FPF, Luis Braga.

“Isso é uma implantação nova, tem quatro anos. Antes nós éramos mais tradicionalistas como todo mundo. Usávamos a técnicas mais antigas como planilha, relatórios. Não que não usemos mais, temos que clientes que exigem isso (métodos tradicionais), mas para eu ter uma visão geral isso aqui é muito mais ágil”, contou.

Pontos

  • Inovação: a agilidade dá oportunidade de testar novas ideias sem a necessidade de hierarquização;
  • Métricas: são necessárias para medir a recepção dos funcionários a técnica;
  • Experimentação: consiste nos atos de fazer rápido para corrigir rápido, errar rápido e pouco.

Comentário

Na visão da psicóloga e mentora organizacional Cíntia Lima, a ferramenta cria um equilibrio entre planejar e mudar, mantendo o processo criativo em ação.

“Considerando o processo complexo que as empresas estão inseridas, bem como o cenário de incertezas, as “metodologias ágeis” contribuem na velocidade de comunicação, adequam o trabalho através de soluções colaborativas e que norteiam melhor o funcionamento do negócio, resultando na excelência nos usos de recursos e de pessoas. Outro ponto importante é olhar de lideranças não mais hierarquizadas, acompanhando de maneira assertiva os perfis ‘millennials' e geração Z”, completou.

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