Domingo, 07 de Junho de 2020
CRISE

Bares e restaurantes do AM podem demitir até 20% dos funcionários

Com isolamento social prorrogado até o fim de abril, alguns estabelecimentos suspenderam inclusive entregas a domicílio por conta das altas taxas cobradas pelos aplicativos



1594536_110FC165-D3D5-4B3C-8633-A51473638BD8.JPG Foto: Junio Matos/Freelancer
07/04/2020 às 15:35

Dentre os serviços mais afetados pela paralisação devido à pandemia da covid-19 estão os bares e restaurantes. O setor, que movimenta 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, estuda a proposição de medidas de segurança para a reabrir as portas.

A Associação dos Bares e Restaurantes do Amazonas (Abrasel) sinaliza que entre os seus associados, a previsão é que 20% da mão-de-obra seja demitida, caso não hajam medidas eficazes de socorro aos estabelecimentos.



A demissão de funcionários é uma preocupação do empresário Leocádio Lopes, proprietário do Espetinho e Chopp Vieiralves e diretor-executivo do resort Tropical Executive. Ele diz que com a prorrogação do isolamento social, até o fim do mês de abril, o futuro dos empreendimentos será incerto.

“Eu falo não somente pelas empresas e não porque eu sou empresário, mas é pensando no emprego dos nossos colaboradores, porque são pais de família que recebem pouco e a gente sabe que agora podem ficar sem a sua renda”, lamenta

Delivery em baixa

Leocádio aponta que as medidas de delivery adotadas pelos restaurantes para minimizar as perdas não estão sendo eficazes, devido as altas taxas cobradas pelos aplicativos de entrega, que demoram para debitar os valores para as empresas.

Sobre as medidas de isolamento o empresário questiona a efetividade das medidas, pois, para ele, essas restrições abrangem apenas uma parte dos serviços, mas não paralisam estabelecimentos como supermercados, drogarias e loterias, por exemplo.

Lopes propõe também medidas que poderiam ser adotadas para promover a segurança dos colaboradores e clientes.

“Podemos abrir de acordo com as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), como o afastamento de dois metros entre as mesas, esterilização dos talheres ou utilização dos talheres descartáveis, a limpeza dos espaços com cloro, a disponibilização do álcool em gel e máscara para os funcionários”, sugere.

O empresário finaliza ainda criticando as taxas cobradas nos empréstimos bancários que inviabilizam a solicitação de recursos para pagamentos como a folha de pagamento.

Após o anúncio da continuidade quarentena, restaurantes como Toreador Steak House, Maragogi, Muy Gringo e Filhote do Pará anunciaram a suspensão total inclusive de entregas a domicílio.

Blog: Por Fábio Cunha, da Abrasel Amazonas

“Nós estamos, fazendo parte da Comissão para reabertura do comércio, então estamos sugerindo propostas para como vai ser depois do Coronavírus. Nós temos certeza que não adianta abrir o comércio sem que a população esteja tranquila. Se abrir o comércio com a população ainda em alerta, não vai ter resultado também para os para os comerciantes. Nós, como sempre, nos preocupamos e orientamos os associados com relação às boas práticas da manipulação dos alimentos agora com o covid-19, nós estamos tendo um cuidado redobrado e já tínhamos antes da do decreto de fechamento praticado o distanciamento das mesas com metro e meio a dois metros e reforçado também a higienização com maior frequência, além de deixar disponível ao álcool em gel para os clientes".

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