Quinta-feira, 16 de Julho de 2020
DESEMPENHO

Mercado imobiliário amazonense encerra 2019 com alta de 35% nas vendas

Números levam em comparação desempenho de 2018, quando a receita correspondeu a R$ 603 milhões. Novo desempenho foi de R$ 814 milhões



show_agora_imovel_E6CF5888-6E48-45D1-B355-EB71A4AFC217.JPG Foto: Divulgação
04/02/2020 às 18:22

O mercado imobiliário amazonense encerrou 2019 com o aumento de 35% nas vendas, em comparação ao ano de 2018 quando a receita correspondeu a R$ 603 milhões, segundo dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), divulgados nesta terça-feira. Pesquisa do quarto trimestre de 2019 aponta o faturamento de R$ 814 milhões. Em comparação ao ano de 2017, de crise no setor, o mercado cresceu 57,4%.

“Indica o crescimento da confiança do empresário (incorporador) e do consumidor, que está aumentando de forma expressiva, junto com o crédito imobiliário. Pagar 6% ao ano de juros é algo que não imaginávamos que ia acontecer. Quando se tem inflação baixa e juros baixos ofertado pelos bancos cria-se um ambiente de confiabilidade muito maior e encoraja o consumidor a comprar um imóvel”, avalia o diretor da Comissão da Indústria Imobiliária da Ademi-AM, Henrique Medina.



De acordo com números da Ademi-AM,, a projeção inicial do setor era chegar a 32%, equivalente a R$ 794 milhões. A estimativa aumentou para 45%, representa R$ 933,6 milhões, e fechar o último trimestre do ano com 39% para alcançar a meta, corresponde a R$ 355 milhões. Todavia, no último trimestre o setor faturou aproximadamente R$ 236 milhões. Somado os três primeiros trimestres de 2019 o rendimento foi de R$578 milhões, significa 95,8% da receita obtida em comparação ao ano de 2018, que registrou R $603 milhões.

No quarto trimestre, o bairro com a maior Venda sobre Oferta (VSO) de unidades residenciais, indicador da velocidade com que os imóveis são negociados, foi o Lírio do Vale, na Zona Oeste de Manaus, com 86,7%. Devido ao saldo final com vendas negativas, o bairro com menor VSO líquido foi o Tarumã-Açu com – 2,9%.

Segundo Medina, o mercado imobiliário amazonense apresentou acréscimo de 30% de lançamentos. Em 2019, foram lançados 10 empreendimentos, enquanto em 2018 totalizou seis. Segundo a pesquisa, no segundo semestre de 2016 até o quarto trimestre de 2017, foram inaugurados em Manaus seis empreendimentos com o total de 2.490 unidades. A partir do segundo trimestre de 2018 os lançamentos se intensificaram fechando o quarto trimestre de 2019 com 16  imóveis lançados, somando 4.841 unidades.

“Em anos anteriores os produtos mais vendidos eram do programa Minha Casa, Minha Vida, por serem produtos mais baratos e de primeira moradia, e em 2019 já percebemos uma mudança, os produtos convencionais foram maiores”, declarou Henrique Medina.

Segundo o diretor da Comissão da Indústria Imobiliária, produtos convencionais, imóveis que não recebem subsídio do governo, registraram aumento de 77% nas vendas, enquanto empreendimentos do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ tiveram alta de  8%, em comparação a 2018. “É um número para ser comemorado porque o estoque da cidade começa a ser modificado e novos produtos, lançamentos começam a tomar conta do mercado”, disse Medina.

Projeção para 2020

O presidente da Ademi-AM, Alba Máximo projeta para 2020 o crescimento de 23% e faturamento de R$ 1 bilhão. “Estamos bastante otimistas, tínhamos feito no início do ano passado uma projeção de 32% e crescemos 35%. Para 2020 estimamos um crescimento de 23% e um faturamento líquido de R$ 1 bilhão”, declarou o empresário acrescentando que a partir do segundo semestre deve acontecer lançamentos imobiliários.

Distratos

Levantamento da Ademi-AM aponta queda na desistência da aquisição do imóvel. Em 2019 entrou em vigor as novas regras do distrato imobiliário contidas na Lei Federal nº 13.786/18, que regulamentou a compra de imóveis na planta e esclareceu às condições de distratos. Em 2017, 47% de vendas voltaram para o mercado e em 2018 caiu para 35%. O ano de 2019 fechou em 25% de distratos, representa pouco mais de R$ 1 bilhão de vendas, restando o valor de R$ 814 milhões do valor líquido.

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Repórter de A Crítica

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